Governo Lula planeja programa para pessoas em situação de rua
Servidores têm dificuldades após desmonte da área no governo Bolsonaro; ministério não sabe quantas pessoas em situação de rua há no país

O governo Lula pretende lançar no próximo mês um programa social para atender pessoas em situação de rua. Servidores têm tido dificuldade para estruturar a política pública depois do desmonte feito na área pelo governo Bolsonaro.
O programa Moradia Primeiro buscará integrar habitação, saúde e direitos humanos a quem não tem onde morar. Uma das possibilidades estudadas é firmar parcerias com estados, municípios e entidades do terceiro setor para acolher essas pessoas. Entre as referências nesse setor está o trabalho feito pelo padre Júlio Lancelotti, com a Pastoral do Povo da Rua, em São Paulo.
No governo Bolsonaro, o setor do Ministério dos Direitos Humanos responsável pela população em situação de rua era esvaziado. Tratava-se de uma coordenação dividida com outros grupos, como refugiados e LGBTQIA+. Agora, a área voltou a ganhar uma diretoria própria, com mais funcionários e estrutura.
Até hoje, o governo federal não sabe quantas pessoas em situação de rua há no Brasil. Sob Bolsonaro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ignorou uma decisão da Justiça Federal e excluiu esses brasileiros do Censo, que ocorre só uma vez a cada dez anos. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima 281 mil pessoas sem casa no país, mas não houve uma contagem efetiva.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania tem mantido contato com universidades e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a fim de chegar a um número aproximado dessa população, que aumentou significativamente desde 2020, com o início da pandemia.

















