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Guilherme Amado

Governo cobrará de Boulos lealdade de deputados do PSol em votações

Eleito com 1 milhão de votos, Guilherme Boulos indicou um secretário no governo e quer concorrer à Prefeitura de São Paulo com apoio do PT

Guilherme Amado, Edoardo Ghirotto26/01/2023 10:30, atualizado 26/01/2023 11:16
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Michael Melo/Metrópoles
Governo cobrará de Boulos lealdade de deputados do PSol em votações

O Planalto jogará a responsabilidade por conter atos de rebeldia da bancada do PSol nas costas de Guilherme Boulos, eleito para o primeiro mandato na Câmara dos Deputados com 1 milhão de votos e escolhido líder do partido.

Deputados que pertencem a uma corrente antagônica à de Boulos defendem o não alinhamento ao governo Lula e lançaram Chico Alencar na eleição para presidente da Câmara. Entre os expoentes dessa linhagem psolista estão Glauber Braga e Sâmia Bomfim.

O Planalto está ciente das diferenças que Boulos nutre com os rebeldes, mas espera que o deputado atue para coibir as insurgências. Afinal, lembram integrantes do Palácio, Boulos indicou um secretário no governo e quer ser candidato à Prefeitura de São Paulo com o apoio de Lula.

Por influência de Boulos, o governo nomeou Guilherme Simões Pereira, integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), para chefiar a Secretaria de Periferias, que foi criada por Lula na estrutura do Ministério das Cidades.

O PSol também ocupa a titularidade do Ministério dos Povos Indígenas, com Sonia Guajajara, e a secretaria de Acesso à Justiça, do Ministério da Justiça, com Marivaldo Pereira.