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Guilherme Amado

“Fator Moraes”: o esforço em volta de Nunes para atenuar bolsonarismo

Entorno de Nunes tem tentado demarcar distância entre o prefeito paulistano e Bolsonaro, que tem rejeição em São Paulo

João Pedroso de Campos22/02/2024 15:00, atualizado 22/02/2024 14:23
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Prefeitura de São Paulo
O ex-presidente Michel Temer e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes

Enquanto Ricardo Nunes se prepara para subir no trio elétrico de Jair Bolsonaro na manifestação chamada para rebater as investigações sobre o golpismo em seu governo, no domingo (25/2), segue em curso no entorno do prefeito de São Paulo a operação para tentar atenuar o peso do bolsonarismo no palanque do emedebista.

Bolsonaro ostenta rejeição entre o eleitorado paulistano, motivo de preocupação à campanha de Nunes e flanco a ser explorado por seus adversários, sobretudo Guilherme Boulos.

Os esforços de aliados do prefeito, com boa dose de contorcionismo político, incluem ponderações de que é Bolsonaro quem apoia Nunes – e não o contrário – e o discurso de que o emedebista lidera uma frente ampla – na qual, entre tantos, está o ex-presidente.

Na estratégia para demarcar alguma distância entre Ricardo Nunes e Bolsonaro, até o ex-presidente Michel Temer tem sido citado como “antídoto” ao bolsonarismo.

E não só pelos predicados de “pacificador”, “moderado” e “democrata” atribuídos a Temer por gente próxima a Nunes.

Nas palavras de um aliado do prefeito, que defende um Temer cada vez mais presente, basta olhar para o ex-presidente para lembrar quem alçou o ministro Alexandre de Moraes, grande carrasco e inimigo número um bolsonarismo, ao Supremo Tribunal Federal.

Então ministro da Justiça do governo Michel Temer, Moraes foi indicado pelo emedebista ao STF em fevereiro de 2017, para assumir a cadeira deixada pela morte do ex-ministro Teori Zavascki em um acidente aéreo.