Extradição de Allan dos Santos deixa diretoria sem chefe há 17 dias
A delegada Silvia Amélia foi demitida em 9 de novembro por não informar seus superiores do pedido de extradição de Allan dos Santos

O departamento do Ministério da Justiça responsável por fazer pedidos de extradição está sem chefe desde 9 de novembro, quando foi publicada a demissão da delegada Silvia Amélia. Já são 17 dias sem um comando formal.
Ela deixou de responder pela Diretoria de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça (DRCI) por não ter avisado o governo com rapidez sobre o pedido de extradição do ativista bolsonarista Allan dos Santos.
Além da exoneração do cargo, o Ministério da Justiça também mudou o fluxo em casos de extradição. Agora, o secretário nacional de Justiça deverá assinar o pedido. O posto é ocupado por José Vicente Santini, próximo da família Bolsonaro. A medida visa impedir novos casos como o de Allan dos Santos.
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a prisão de Allan dos Santos em 5 de outubro. Logo em seguida foi feito o pedido de extradição, já que o ativista bolsonarista estava nos Estados Unidos. Mesmo depois de todo esse tempo, o nome de Allan dos Santos não está ainda entre os procurados pela polícia internacional.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNo site do Ministério da Justiça, Silvia Amélia ainda consta como a responsável pelo DRCI, que oferece inclusive um link para seu currículo. No momento, quem responde interinamente pela diretoria é a delegada da Polícia Federal e coordenadora de Recuperação de Ativos, Priscila Macorin.





