Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

Extradição de Allan dos Santos deixa diretoria sem chefe há 17 dias

A delegada Silvia Amélia foi demitida em 9 de novembro por não informar seus superiores do pedido de extradição de Allan dos Santos

atualizado 25/11/2021 14:48

Allan dos Santos após operação da PFHugo Barreto/Metrópoles

O departamento do Ministério da Justiça responsável por fazer pedidos de extradição está sem chefe desde 9 de novembro, quando foi publicada a demissão da delegada Silvia Amélia. Já são 17 dias sem um comando formal.

Ela deixou de responder pela Diretoria de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça (DRCI) por não ter avisado o governo com rapidez sobre o pedido de extradição do ativista bolsonarista Allan dos Santos.

Além da exoneração do cargo, o Ministério da Justiça também mudou o fluxo em casos de extradição. Agora, o secretário nacional de Justiça deverá assinar o pedido. O posto é ocupado por José Vicente Santini, próximo da família Bolsonaro. A medida visa impedir novos casos como o de Allan dos Santos.

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a prisão de Allan dos Santos em 5 de outubro. Logo em seguida foi feito o pedido de extradição, já que o ativista bolsonarista estava nos Estados Unidos. Mesmo depois de todo esse tempo, o nome de Allan dos Santos não está ainda entre os procurados pela polícia internacional.

No site do Ministério da Justiça, Silvia Amélia ainda consta como a responsável pelo DRCI, que oferece inclusive um link para seu currículo. No momento, quem responde interinamente pela diretoria é a delegada da Polícia Federal e coordenadora de Recuperação de Ativos, Priscila Macorin.

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