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Guilherme Amado

Diesel é motivo de queda de braço entre Economia e Agricultura

Economia quer mudar acordo e incluir menos biodiesel no diesel para reduzir o preço do combustível

27/12/2021 07:00, atualizado 27/12/2021 09:28
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Diesel é motivo de queda de braço entre Economia e Agricultura

Os ministérios da Economia e da Agricultura estão travando uma queda de braço em torno do percentual de biodiesel que deve ser misturado no diesel.

A pasta comandada por Paulo Guedes quer reduzir a quantidade do biodiesel no combustível fóssil para conter o aumento do preço do diesel. Já a Agricultura pede o oposto, já que mais biodiesel na mistura leva a um maior consumo de soja, insumo utilizado para fabricar o produto.

O preço do diesel é o componente principal da insatisfação de caminhoneiros com o governo de Jair Bolsonaro. A medida defendida pelo Ministério da Economia visa a atender promessas do presidente à categoria em detrimento dos outros interessados na questão.

Como argumentos em defesa do biodiesel, os defensores do produto apontam a geração de empregos na cadeia da soja e benefícios ambientais. O diesel é importado e por isso geraria muito menos postos de trabalho no Brasil.

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Ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro
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Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Um cronograma estabelecido pelo governo em 2018 previa que o percentual de mistura fosse de 12% atualmente. Em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o Ministério da Economia tentou reduzir esse número para 6%. Diante dos protestos da pasta da ministra Tereza Cristina, acordou-se um percentual de 10%.

A decisão “conciliou o interesse da sociedade quanto aos preços dos combustíveis com a manutenção da política nacional para o biodiesel e aspectos ambientais”, explicou o Ministério de Minas e Energia (MME), que preside o CNPE. O MME defende a decisão. De acordo com o órgão, haveria um “custo adicional para a sociedade de R$ 6,7 bilhões no ano de 2022.

Agora, a batalha entre os dois ministérios mudará de cenário. A bancada ruralista no Congresso está avaliando qual passo tomar para tentar fazer valer o cronograma original. Entre as possibilidades, estão negociações entre os parlamentares e o Executivo ou uma reação na Câmara e no Senado.

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