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Guilherme Amado

Delegado que investigou Salles diz ser alvo de "mordaça" na PF

Alexandre Saraiva foi removido da superintedência da PF no Amazonas depois que apresentou uma notícia-crime ao STF contra RicardoSalles

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Divulgação/TV Cultura
delegado Alexandre Saraiva

O delegado Alexandre Saraiva, ex-superintendente da PF no Amazonas removido do cargo após enviar ao STF uma notícia-crime contra o ex-ministro Ricardo Salles, afirmou nesta quarta-feira (9/3) que é vítima de uma “mordaça” na corporação. Saraiva é alvo de um processo disciplinar na PF por ter dado entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em junho do ano passado.

“Tudo o que os criminosos mais poderosos desejam é uma polícia amordaçada. A sociedade precisa nos ouvir e nós precisamos falar. Sempre com profissionalismo e respeito ao sigilo necessário ao trabalho policial. Trata-se de verdadeira mordaça para os policiais, que contraria decisão do STF”, afirmou Saraiva à coluna.

Na terça-feira (8/3), Saraiva se recusou aceitar as exigências de um acordo com a corporação, que incluíam não dar entrevistas e fazer um curso de ética, como mostrou o jornalista Fábio Zanini. “Não aceito!!”, escreveu Saraiva no documento, que tramita na Superintendência da PF em São Paulo.

Em abril do ano passado, Alexandre Saraiva perdeu o cargo de superintendente da Polícia Federal no Amazonas. Saraiva havia apresentado ao Supremo uma notícia-crime contra Ricardo Salles, então ministro do Meio Ambiente. Segundo o delegado, Salles obstruiu a Operação Handroanthus, em dezembro de 2020 no Pará, que a PF considera ser a maior apreensão de madeira da história do país.

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