Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Daniel Silveira peita Moraes como parte de sua estratégia no STF

Recusa em colocar tornozeleira eletrônica vai além do agrado ao campo bolsonarista e passa pelo argumento-chave em defesa da candidatura

atualizado 02/06/2022 14:15

Daniel Silveira sai da PF após colocar tornozeleira eletrônica por determinzação do ministro do STF Alexandre de Moraes. Ele faz um gesto para a imprensa enquanto fala - Metrópoles Igo Estrela/Metrópoles

Recuando de uma estratégia mais conciliadora junto ao STF, Daniel Silveira permanece se recusando a colocar a tornozeleira eletrônica. E o faz por dois motivos.

O primeiro segue estratégia jurídica: ao colocar a tornozeleira, o deputado alega que daria vazão à tese de que, mesmo após o indulto concedido por Bolsonaro, estaria sujeito a punições, como a inelegibilidade.

Acatar a determinação de Moraes, avalia, enfraqueceria o principal argumento de sua defesa, que pleiteia a extinção das punições.

O segundo motivo pelo qual Silveira peita Moraes segue a lógica eleitoral. O parlamentar acredita que o atrito é bem visto pelo eleitorado bolsonarista, e espera, com isso, concentrar o voto ideológico na disputa ao Senado.

A defesa de Silveira aposta que, seja qual for a posição do STF, o deputado poderá se lançar candidato ao Senado, tendo em vista que uma decisão final, após todos os recursos, só sairia depois de outubro.

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