Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

CGU abre processo contra fiadora da Covaxin

CGU apontou indícios de irregularidades da Fib Bank em negociação de vacina com governo Bolsonaro; fiadora foi alvo do relatório da CPI

atualizado 21/10/2021 20:59

Vacina indiana Covaxin - Coronavirus - Covid19Indranil Aditya/NurPhoto via Getty Images

A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu um processo administrativo contra a Fib Bank, fiadora da compra da vacina Covaxin junto ao Ministério da Saúde. A decisão foi assinada no último dia 27 e apontou indícios de irregularidades da empresa na negociação com o governo Bolsonaro. A Fib Bank foi alvo do relatório final da CPI da Pandemia, divulgado nesta quarta-feira (20/10).

Esse processo é o terceiro aberto contra empresas nas apurações da CGU sobre o caso Covaxin. Em agosto, a pasta havia instaurado um processo administrativo de responsabilização (PAR) contra a Precisa Medicamentos, que intermediou o negócio, e a Bharat Biotech, fabricante indiana. Antes disso, houve uma investigação preliminar sumária (IPS), semelhante a um inquérito, que apontou elementos mínimos de irregularidades.

A Fib Bank foi um dos alvos da CPI. Em entrevista à coluna em agosto, o empresário Abdul Fares, que revelou à comissão fraudes na Fib, afirmou que o advogado Marcos Tolentino é o dono da empresa. Fares disse que a firma é fantasma.

Próximo do líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros, Tolentino foi acusado de três crimes no relatório final da CPI, que afirmou que o advogado é “sócio oculto” da Fib. O colegiado pediu que Tolentino seja indiciado pelos crimes de formação de organização criminosa, fraude em contrato e improbidade administrativa.

(Atualização, às 21h de 21 de outubro de 2021: o Fib Bank afirmou que vê com tranquilidade a abertura de novo procedimento na CGU porque não tem nada a esconder. O Fib Bank nega ser empresa fantasma e diz que presta seus serviços de ofertas de garantias fidejussórias para empresas privadas e órgãos públicos, de acordo com o Código Civil brasileiro. Diz também que seus imóveis estão devidamente registrados e avaliados. O FIB Bank afirma ainda que o senhor Abdul Fares já foi interpelado judicialmente por suas declarações caluniosas e que Marcos Tolentino da Silva não é nem nunca foi sócio oculto da empresa).

Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Clique aqui.

Siga a coluna no Twitter e no Instagram para não perder nada.

Mais lidas
Siga as redes do Guilherme Amado
Últimas da coluna