Caso das joias fez Bento Albuquerque sumir de clube de elite no Rio
Bento Albuquerque, ex-ministro do governo Bolsonaro, desapareceu do Iate Clube do Rio de Janeiro após o escândalo das joias sauditas

Frequentador assíduo do Iate Clube do Rio de Janeiro, o almirante Bento Albuquerque não tem sido visto por lá desde que passou a ser protagonista do caso das joias sauditas de R$ 16,5 milhões que tentou passar na Alfândega de Guarulhos.
Segundo sócios do Iate Clube que costumavam encontrar Albuquerque, o almirante ou parou de ir ou passou a preferir horários de pouco fluxo.
Bento Albuquerque mudou sua versão sobre as joias ao depor no mês passado à Polícia Federal. Antes, o advogado Frederick Wassef havia divulgado uma nota, em nome de Bolsonaro, em que dizia que o almirante havia entendido que os objetos eram de uso “personalíssimo”.
Numa leitura errada do acórdão do Tribunal de Contas da União sobre o que deve ser feito com presentes recebidos no exterior por autoridades, isso significaria que Bolsonaro poderia ficar com as joias. O TCU, entretanto, entende que objetos de alto valor, como as joias, não podem ficar na posse de autoridade alguma.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAo depor, Albuquerque disse que havia tentado entrar com as joias para incorporá-las ao patrimônio do Estado brasileiro — versão que também conflita com o fato de ele, em Guarulhos, ter dito aos fiscais da Receita que as joias eram para Michelle Bolsonaro.





