Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

Campanha de Doria teme derrota no caso dos prefeitos, mostram prints

Conversas do núcleo duro de João Doria em grupo de WhatsApp apontam receio de que aliados de Leite saiam vitoriosos na análise da denúncia

atualizado 27/10/2021 20:11

Fábio Vieira/Metrópoles

A decisão do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, de levar para a análise da comissão das prévias tucanas a denúncia sobre as filiações de 92 prefeitos e vice-prefeitos em São Paulo deixou a campanha de João Doria receosa de uma derrota no julgamento do caso.

Na manhã desta quarta-feira (27/10), o núcleo duro da campanha discutiu um plano de ação no grupo de WhatsApp chamado “Prévias / Política 1”, conforme mensagens obtidas pela coluna. O prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, alertou os colegas de que era preciso pedir o impedimento de todos os integrantes da comissão de prévias que pudessem ter relação com a denúncia.

A campanha de Doria foi procurada para se manifestar sobre as mensagens, mas disse não comentar estratégias de campanha.

“Esta é uma decisão jurídica, jamais política. Não há razão para esta atitude”, disse o prefeito. Integram a comissão das prévias o deputado federal Lucas Redecker, presidente do diretório gaúcho, e o ex-deputado Marcus Pestana, político influente no diretório mineiro. Os diretórios dos dois estados assinam a denúncia junto de Bahia e Ceará.

“Corretíssimo, Luiz Fernando! Checar isso já. Importante você, Luiz, falar com Domingos Sávio. Ele precisa saber a verdade”, respondeu João Doria. O deputado Domingos Sávio é o 1º vice-presidente nacional do PSDB e o nome de maior importância que apoiou a campanha de Doria em Minas Gerais.

O prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, mostrou preocupação ao escrever no grupo. “Na comissão seremos derrotados. Temos que viabilizar na executiva”, disse. Wilson Pedroso, coordenador da campanha de Doria, respondeu: “Por isso mandou para a comissão”. A frase é uma provável menção à decisão tomada por Bruno Araújo.

A acusação dos aliados de Eduardo Leite aponta que o diretório paulista do PSDB adulterou datas de filiações de 92 gestores de São Paulo para garantir a eles o direito ao voto nas prévias nacionais.

Esse movimento favoreceria João Doria na disputa interna do partido. Pelas regras do PSDB, somente os filiados até o dia 31 de maio poderão participar da escolha do candidato tucano à Presidência.

Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Clique aqui.

Siga a coluna no Twitter e no Instagram para não perder nada.

Mais lidas
Siga as redes do Guilherme Amado
Últimas da coluna