Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Brasil teve 42 casos de violência política na eleição, diz Anistia

Anistia Internacional Brasil disse que cenário eleitoral no Brasil é "preocupante" e cobrou providências do governo

atualizado 30/09/2022 20:55

Coletivo Juntas organizou manifestação na UnB com o intuito de reivindicar mais segurança às mulheres e repudiar a violência na instituição, após estudante ser estuprada no Campus Darcy Ribeiro, na Asa Norte. Na foto, alunas marcham com cartazes em repúdio à violência e machismo - Metrópoles Matheus Veloso/Metrópoles

Nos últimos três meses, desde que começou a pré-campanha, o Brasil teve pelo menos 42 casos de violência política. O levantamento, que será divulgado neste sábado (1º/10), foi feito pela Anistia Internacional Brasil. A entidade classificou o cenário eleitoral no país de “preocupante”.

O relatório apontou cinco assassinatos e outras violações aos direitos humanos em 63% dos estados brasileiros. Das 42 violações, 21 foram cometidas contra eleitores, apoiadores e cabos eleitorais de candidatos. Outras 19 foram dirigidas aos próprios candidatos e seus assessores próximos.

Os estados com mais episódios de violência política foram Rio de Janeiro, com oito; São Paulo, com sete; e Minas Gerais, com quatro casos. A entidade destacou que, no período eleitoral, são direitos fundamentais o direito à liberdade de expressão, à liberdade de associação e à igualdade.

Segundo o documento, há um “contexto preocupante de limitação da liberdade de expressão e de opinião no contexto eleitoral brasileiro”. A Anistia Internacional Brasil cobrou ainda que autoridades públicas não façam discursos que incitem à violência.

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