Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Naomi Matsui

Bolsonaro ignora pandemia e prevê levar 120 pessoas em comitiva extraoficial para a ONU

Se de fato todo esse contingente embarcar, será uma das maiores comitivas da história da diplomacia brasileira

atualizado 17/09/2021 9:36

agenda presidente Bolsonaro Cerimônia de lançamento Setembro Ferroviário construção de 3,3 mil km de trilhos dentro do programa Pro Trilhos 1Hugo Barreto/Metrópoles

A comitiva completa de Jair Bolsonaro para a Assembleia Geral da ONU, em plena pandemia, tem a previsão de ser composta por 120 pessoas. O número foi informado à Missão do Brasil na ONU.

Nesta sexta-feira (17/9), o Diário Oficial publicou uma lista com 18 integrantes do grupo oficial, incluindo oito ministros, o deputado Eduardo Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

A comitiva extraoficial, ou seja, aquela que acompanha o presidente, mas que não entra na Assembleia Geral, mas participa apenas de eventos relacionados, deve contar com mais de uma centena de pessoas.

Se de fato todo esse contingente embarcar, será uma das maiores comitivas da história da diplomacia brasileira. Na Cúpula do Clima de Paris, em 2015, o Brasil levou 180 pessoas. Para a ONU, costuma-se levar muito menos do que 120.

O total é exclusivo de acompanhantes do presidente e não inclui o Escalão Avançado da Presidência (Escave), a equipe que viaja antes para o destino de uma viagem presidencial, com o objetivo de preparar a ida.

O Escave já está em Nova York. A equipe, que está toda imunizada, embarcou no último domingo e está em um hotel mais simples na cidade, ocupando cerca de 20 quartos.

Quem paga as despesas do Escave é o próprio Itamaraty. O responsável pela segurança geralmente é um oficial do FBI da embaixada americana no Brasil.

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