Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Natália Portinari

As sete principais razões por que a Covid-19 matou tanto no Brasil

A associação enumera sete falhas centrais da pandemia no Brasil; a análise deixa clara a responsabilidade de Bolsonaro sobre as mortes

atualizado 21/11/2022 0:39

Mortes Covid-19 Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva lança hoje um dossiê com conclusões sobre os quase três anos de pandemia de Covid-19, em que aponta sete causas para a Covid-19 ter sido especialmente destrutiva no Brasil.

O documento lembra que em de março de 2022 o país concentrava 2,7% da população mundial, e respondia até então por 10,7% das mortes pela doença no mundo. Enquanto a média global da mortalidade acumulada por era de 770 para cada 1 milhão de pessoas, por aqui ocorriam 3.070 mortes para cada 1 milhão, ou seja, 4 vezes mais que a medida global.

Eis as sete falhas centrais identificadas pela associação:

– baixas testagem, isolamento de casos e quarentena de contatos;
– uso de uma abordagem clínica, e não populacional, para enfrentar a pandemia;
– desestímulo ao uso de máscaras;
– promoção de tratamentos ineficazes;
– atraso na compra de vacinas e desestímulo à vacinação;
– falta de liderança do Ministério da Saúde na articulação dos entes federados e com subsistema complementar; – falta de uma política de comunicação unificada.

A associação não diz no documento, mas a análise dos pontos acima deixa clara a responsabilidade de Jair Bolsonaro sobre a tragédia.

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