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Veja por que faixa exclusiva no Jardim Botânico foi suspensa pelo GDF
Governador Ibaneis Rocha determinou a suspensão da faixa exclusiva entre São Sebastião e Jardim Botânico a partir desta segunda-feira (22/9)
atualizado
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O governador Ibaneis Rocha (MDB) ordenou a suspensão da faixa exclusiva para ônibus do transporte público coletivo entre São Sebastião e Jardim Botânico, a partir desta segunda-feira (22/9).
Segundo o chefe do Executivo local, o GDF deve iniciar, em breve, as obras do viaduto do Mangueiral, e por isso este não seria o momento adequado para promover alterações no trânsito da região. “Não é hora de mudança”, afirmou à coluna Grande Angular.
A exclusividade da faixa foi anunciada na quinta-feira (18/9) e tinha como objetivo priorizar o transporte coletivo, que atende 52 linhas de ônibus que realizam 774 viagens por dia.
A expectativa era diminuir o tempo das viagens de quem usa ônibus no DF, entretanto, ainda no primeiro dia, foram registrados grandes congestionamentos, com filas de veículos e lentidão no tráfego. Além disso, motoristas relataram aumento no tempo de deslocamento e dificuldades para acessar a via.
De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, a medida será suspensa até que sejam aprofundados os estudos sobre como a faixa contribui para a melhoria do transporte coletivo na região.
“Desde a implantação da faixa, nós temos avaliado os resultados tanto para o transporte coletivo quanto para o trânsito na região, e detectamos que os ganhos para os ônibus não se mostraram tão significativos em contrapartida ao desempenho do trânsito. Os dados colhidos até agora são importantes para aprofundarmos os estudos sobre as intervenções que podemos adotar para melhorar o transporte coletivo sem causar transtornos ao trânsito no local”, disse o secretário.
No sentido de saída de São Sebastião, a faixa passava por toda a extensão do Jardins Mangueiral e Jardim Botânico, com início no cruzamento da DF-463 e indo até a DF-001, na rotatória que dá acesso à Estrada Parque Cabeça de Veado (EPCV), próxima à sede da antiga Esaf.
