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Ursinho Pooh é “barrado” no DF em protesto contra violação de direitos na China
Movimento responsável pela manifestação afirma que foi impedido de inflar temporariamente o boneco de 17 metros, no Lago Sul
atualizado
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Manifestantes alegam ter sido impedidos de inflar um boneco de 17 metros do personagem Ursinho Pooh, no Lago Sul, durante ato contra a violação dos direitos humanos e de liberdades na China. O protesto foi realizado em frente à residência oficial do embaixador da China, nesta quinta-feira (1º/7).
O ato simbólico do Movimento Democracia Sem Fronteiras ocorre na data que marca o retorno de Hong Kong à China. O boneco Pooh, um símbolo do movimento, é censurado no país asiático.
O objetivo do protesto, segundo os organizadores, é “promover o debate e incentivar que o Brasil se manifeste sobre todas as violações aos direitos da população chinesa e busque a melhor forma de abordar as políticas autoritárias da China”.
O presidente do Movimento Democracia Sem Fronteiras, Jorge Santos, disse que as manifestações na China são proibidas, e os jornais, silenciados: “A ideia do protesto é mostrar para o embaixador chinês o quão importante são esses direitos e que o mundo está atento ao que ocorre no país”.
“A democracia e as liberdades de imprensa e religiosa são direitos fundamentais e, constantemente, a China tem violado esses direitos. Por isso, diversos países no mundo têm aplicado sanções ao partido comunista chinês”, destacou Santos.
Segundo o Movimento Democracia Sem Fronteiras, a justificativa do policiamento para “barrar” o Ursinho Pooh gigante era de que não havia autorização do governo local para inflá-lo na área. O grupo alegou que também acabou impedido de ligar um minitrio elétrico.
Os manifestantes afirmaram que entraram em contato com a Administração Regional do Lago Sul e foram informados de que não era necessário ter autorização, pois o boneco seria inflado temporariamente.
O outro lado
A Administração Regional do Lago Sul disse à coluna, por meio de nota, que o representante do protesto protocolou um comunicado na Secretaria de Segurança Pública do DF na véspera do evento, na tarde de quarta-feira (30/6). O órgão afirmou que o processo foi submetido para análise, manifestação e fiscalização do DF Legal.
“Cumpre informar que as alegações atribuídas a servidora estão distorcidas, visto que a mesma os informou que não se caracterizava evento e não tinha uma autorização específica para a utilização, e para verificar a autorização junto à Secretária de Segurança Pública, e que em momento algum foi informado o tamanho do ‘boneco'”, disse a Administração Regional do Lago Sul.
