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UnB repudia fala de deputado do PL sobre alunos “moldados para matar”

Deputado do PL disse, em plenário, que foi ameaçado na UnB e que a mentalidade dos estudantes é moldada para “matar quem pensa diferente”

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Apoiados pelo deputado Thiago Manzoni (PL), seguidores de Wilker Leão fazem protesto em frente à CLDF Metrópoles
1 de 1 Apoiados pelo deputado Thiago Manzoni (PL), seguidores de Wilker Leão fazem protesto em frente à CLDF Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O deputado distrital Thiago Manzoni (PL-DF) foi alvo de uma nota de repúdio da Universidade de Brasília (UnB) após dizer que havia sido ameaçado por estudantes dentro da instituição. No plenário da Câmara Legislativa do DF (CLDF), nessa terça-feira (16/9), Manzoni afirmou que a mentalidade dos alunos da universidade é “moldada para matar quem pensa diferente”.

A fala ocorreu após o parlamentar citar o caso do ativista norte-americano Charlie Kirk,  assassinado a tiros em 10 de setembro, durante um evento na Universidade Utah Valley, em Utah.

“Não sei bem quando foi, eu fui à UnB. E eu fui ameaçado, lá na UnB, pelos alunos da UnB”, comentou Manzoni. O deputado questionou o ambiente universitário em que os jovens estão inseridos. “A mentalidade deles está sendo moldada para matar quem pensa diferente”, completou.

Manzoni ainda afirmou que precisou de apoio da Polícia Legislativa pois, segundo ele, o “Campus da UnB falou que não poderia garantir minha segurança, tamanho era o nível de violência que eles juravam pregar contra mim”.

O parlamentar ainda disse que, se tivesse um filho estudando na universidade, o tiraria de lá. Segundo o parlamentar, os alunos chamam as pessoas de “fascistas” para “poderem matar”.

O parlamentar ainda disse que, na melhor das hipóteses, os estudantes saem da UnB “usuários de drogas, maconheiros”.

Repúdio da UnB

Após a repercussão da fala do deputado, a UnB divulgou uma nota de repúdio. No texto, a universidade diz que o que foi dito pelo parlamentar “desrespeita estudantes, docentes e técnicos e atacam a missão constitucional das universidades públicas: produzir conhecimento, promover ciência e contribuir para o desenvolvimento do país”.

“Criada em 1962 sob o signo da liberdade e da democracia, a UnB resistiu aos tempos sombrios da ditadura militar. Projetos autoritários sempre tentaram enfraquecer a educação e desmoralizar as universidades; não conseguiram no passado e não conseguirão agora. A comunidade universitária é diversa, plural e comprometida com a justiça social e socioambiental. A UnB seguirá firme na defesa da liberdade de pensamento, da liberdade de cátedra e dos valores democráticos”, completou o texto da entidade.

 

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