Torres diz que minuta contra eleições foi sugestão recebida e seria descartada
O ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres disse que documento encontrado pela PF estaria em pilha de descarte

O ex-ministro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, se pronunciou sobre a minuta de decreto contra o resultado das eleições de 2022, encontrada pela Polícia Federal durante busca e apreensão na casa dele.
Em nota divulgada pela defesa, na tarde desta quinta-feira (12/1), Torres diz que o documento foi recebido como proposta e, muito provavelmente, estaria em uma “pilha de documentos para descarte”.
“Tudo seria levado para ser triturado oportunamente no MJSP. O citado documento foi apanhado quando eu não estava lá e vazado fora de contexto, ajudando a alimentar narrativas falaciosas contra mim. Fomos o primeiro ministério a entregar os relatórios de gestão para a transição. Respeito a democracia brasileira. Tenho minha consciência tranquila quanto à minha atuação como Ministro”, declarou.
Leia a nota de Anderson Torres na íntegra:
“No cargo de Ministro da Justiça, nos deparamos com audiências, sugestões e propostas dos mais diversos tipos. Cabe a quem ocupa tal posição, o discernimento de entender o que efetivamente contribui para o Brasil. Havia em minha casa uma pilha de documentos para descarte, onde muito provavelmente o material descrito na reportagem foi encontrado. Tudo seria levado para ser triturado oportunamente no MJSP. O citado documento foi apanhado quando eu não estava lá e vazado fora de contexto, ajudando a alimentar narrativas falaciosas contra mim. Fomos o primeiro ministério a entregar os relatórios de gestão para a transição. Respeito a democracia brasileira. Tenho minha consciência tranquila quanto à minha atuação como Ministro.”
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularA residência de Torres, que fica em um condomínio no Distrito Federal, foi alvo de uma operação da PF na última terça (10/1), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A prisão do ex-ministro por suspeita de omissão dolosa também foi decretada, pois ele estava no cargo de secretário de Segurança Pública do DF no último domingo (8/1), quando as sedes dos três Poderes foram invadidas por radicais golpistas.
A minuta de decreto para instaurar Estado de Defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e rever o resultado da eleição presidencial foi encontrada pela PF na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, conforme revelado pela Folha de S. Paulo.





