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Grande Angular

"Time de viado": STJD julga Abel Braga por fala homofóbica nesta 5ª

O treinador do Internacional será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva nesta quinta-feira (12/2)

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Ricardo Duarte/Internacional
Abel Braga Internacional

Abel Braga, treinador do Internacional, irá a julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) por associar a camisa rosa usada nos treinos do time à homossexualidade. O processo será analisado pela Corte nesta quinta-feira (12/2).

O caso ocorreu em dezembro de 2025, quando o técnico recém-chegado ao time afirmou: “Eu não quero a porra do meu time treinando de camisa rosa, parece time de viado”.

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Na denúncia, a Procuradoria de Justiça Desportiva pediu a condenação de Abel pela infração prevista como ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante baseados em preconceito de raça, cor, sexo, origem étnica, idade ou deficiência.

O futebol, ao passar dos anos, superando o paradigma até então predominante de presença majoritariamente masculina e reprodutor de condutas preconceituosas — principalmente atos homofóbicos, observáveis em falas e cânticos de torcidas —, não mais tolera que tais falas e condutos passem impunes aos olhos da comunidade desportiva“, escreveu a procuradora Rita de Cássia Bueno.

O caso será analisado no Rio de Janeiro. O relator do processo é o auditor Jorge Lavocat Galvão.

Como o acusado é dirigente e não atleta, eventual punição seria aplicada com prazo determinado, e não por número de partidas. Se for condenado, Abel Braga poderá ser punidor com suspensão de até 180 dias, além de multa. Há expectativa de que os julgadores analisem se a jurisprudência permite majoração da pena.

O julgamento pode abrir precedente no STJD em relação ao combate à discriminação e punição por manifestações homofóbicas no futebol. 

Pedido de desculpas

Na época dos fatos, após a repercussão da afirmação, Abel publicou um pedido de desculpas nas redes sociais.

“Colorados e coloradas, em primeiro lugar reconheço que não fiz uma colocação boa sobre a cor rosa durante a minha coletiva. Antes que isso se prolifere, peço desculpas. Cores não definem gêneros. O que define é caráter. O Internacional precisa de paz e muito trabalho. Vamo, vamo, Inter”, escreveu.