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Secretário do Tesouro se manifesta sobre pedido para empréstimo ao BRB

Ofício da governadora do DF formalizou um pedido de ajuda ao governo federal para salvar o Banco de Brasília (BRB)

atualizado

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Washington Costa/MF
Imagem colorida do secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal
1 de 1 Imagem colorida do secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal - Foto: Washington Costa/MF

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, disse, nesta quarta-feira (29/4), que deve pedir mais informações ao Governo do Distrito Federal (GDF) sobre o pedido de ajuda para garantir um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB).

“Não veio nenhum tipo de informação que possibilita que a gente faça a análise, mas, se der entrada da forma correta, será analisado como todos os pedidos que recebemos”, disse durante coletiva sobre o relatório do Tesouro.

O secretário do órgão ligado ao Ministério da Fazenda afirmou que, entre outras coisas, devem ser analisadas a capacidade de pagamento e endividamento. “Os documentos têm que ser enviados, prazos, teto de custos, entre outros. Hoje, só é possível contratar crédito com garantia da União com Capag a e b“, completou.

Segundo Daniel Leal, após o envio dos documentos, o prazo legal para análise é de 10 dias úteis. “Com relação ao BRB, o que eu posso falar são os critérios técnicos que o Tesouro vai analisar”.

GDF pede ajuda

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e o secretário de Economia do DF, Valdivino Oliveira, formalizaram ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, pedido para que a União forneça garantia a empréstimo de R$ 6,6 bilhões com objetivo de salvar o Banco de Brasília (BRB). O documento foi assinado na noite dessa terça-feira (28/4).

No documento obtido pelo Metrópoles, Celina e Valdivino alegam que a “necessidade de capitalização decorre de eventos adversos relevantes que impactaram a liquidez, a previsibilidade dos fluxos financeiros e a qualidade dos ativos da instituição”.

A governadora e o secretário citam os desdobramentos associados à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga compra de carteiras de crédito falsas do Banco Master pelo BRB.

Segundo os gestores, os fatos produziram “reflexos na reavaliação de exposições e ativos, bem como a liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado do Banco Master, que resultou na interrupção e na incerteza quanto ao recebimento de fluxos financeiros relevantes para o BRB”.

O BRB precisa reforçar o capital do banco até 29 de maio, conforme prazo acordado com o Banco Central. A assembleia geral de acionistas já aprovou o aporte de até R$ 8,8 bilhões. O GDF, como acionista majoritário, tenta captar recursos pelo empréstimo para injetar dinheiro no BRB.

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