Observadora do cenário político do DF, lança luz nos bastidores do poder na capital.

Reginaldo Sardinha tenta emplacar uma dúzia de apadrinhados na Sesipe

O parlamentar não só indicou as pessoas como elaborou, em formato oficial, as nomeações

atualizado 03/07/2019 17:10

JP Rodrigues/Metrópoles

O deputado distrital Reginaldo Sardinha (Avante) tentou emplacar, de um vez só, 12 apadrinhados em cargos de chefia na Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe). O parlamentar não só indicou as pessoas como elaborou, em formato oficial, as nomeações.

O texto apresentado por Sardinha chegou “pronto” para ser publicado no Diário Oficial, com as identificações, cargos e as exonerações necessárias para abrir espaço aos seus indicados.

Além da ousadia, o documento chama atenção por privilegiar agentes de atividades penitenciárias e escantear integrantes da carreira de policial de custódia.

Sardinha é policial civil e ocupou cargos em comissão na Sesipe antes de ingressar na política.

Confira:

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Apesar da investida, até agora, nenhum dos nomes indicados pelo distrital foi oficialmente publicado no Diário Oficial.

Sardinha, como já mostrou a Grande Angular, ganhou fama de “fominha” no meio político. Logo em sua estreia, o parlamentar tenta nomear quase duas centenas de comissionados.

A atuação nada discreta de Sardinha chamou atenção do Ministério Público de Contas (MPC) e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Ele passou a ser alvo de apuração após um concurso cultural lançado pela Administração Regional do Cruzeiro oferecer como prêmio um passeio com o parlamentar.

O órgão, em representação protocolada no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), apontou que o concurso feriu os princípios legais da impessoalidade, moralidade, proporcionalidade e razoabilidade, além de o interesse público.

A Grande Angular tentou entrar em contato com o parlamentar, mas as ligações não foram atendidas.

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