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Grande Angular

PL financiou tentativa de legitimar manifestações em QGs, diz PF

A Polícia Federal citou que o PL pagou R$ 1,2 milhão ao Instituto Voto Legal, que elaborou documento usado para questionar as urnas

Isadora Teixeira, Manoela Alcântara08/02/2024 11:00, atualizado 08/02/2024 11:25
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Hugo Barreto/Metrópoles
manifestação bolsonarista no QG do Exército em Brasília na data 18-12-2022 - Metrópoles

As investigações da Polícia Federal (PF) indicam que o Partido Liberal (PL) foi usado para financiar a estrutura de apoio às narrativas que alegavam supostas fraudes às urnas eletrônicas para legitimar as manifestações em frente aos quartéis do Exército. Os protestos se intensificaram após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

A decisão de 135 páginas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou a megaoperação desta quinta-feira (8/2) contra o ex-presidente da República Jair Bolsonaro e aliados, detalha a apuração da PF.

O PL pagou R$ 1,2 milhão ao Instituto Voto Legal, em cinco parcelas de R$ 225 mil, no período de quatro meses. A PF apontou que o ápice da estratégia do partido de apontar suposta fraude ocorreu em 22 de novembro de 2022, quando a Coligação Pelo Bem do Brasil (PL, Republicanos e PP) apresentou ação judicial com objetivo de anular os votos do pleito.

Segundo a PF, os “especialistas contratados pelo Partido Liberal, supostamente independentes”, na verdade tinham vinculação com o argentino Fernando Cerimedo, que apontava fraudes em urnas eletrônicas em lives na internet, e com o major da reserva Angelo Martins Denicoli.

De acordo com os investigadores, o partido foi usado como “núcleo jurídico” de suposta organização criminosa que fazia o assessoramento e a elaboração de minutas de decretos com fundamentação jurídica e doutrinária que atendessem aos interesses supostamente golpistas do grupo investigado.

“As investigações apontam que a contestação formal ao resultado das eleições por um partido político juntamente com a disseminação da narrativa falsa por meio de influenciadores digitais e alguns integrantes da mídia tradicional, com forte penetração em parcela da população ligada à direita do espectro político manteve o discurso de uma atuação do Poder Judiciário, especialmente do STF e do TSE, ilícita, extrapolando os limites constitucionais.”

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