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PCDF deflagra operação contra funcionários do BRB e irmão de Flávia Peres
A denúncia sobre fraude envolvendo funcionários do BRB partiu do próprio banco, a partir de auditoria interna
atualizado
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7/5), operação que mira dois funcionários do Banco de Brasília (BRB) e o irmão da ex-deputada federal Flávia Peres. Um servidor público federal, empresários e pessoas jurídicas interligadas também são investigados pela operação batizada de Insider. Os alvos são moradores do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.
São cumpridos 17 mandados de busca e apreensão. O caso envolve uma agência de Ceilândia. Os servidores são suspeitos de fazer venda de fundos. A denúncia foi feita pelo próprio BRB, após auditoria.
“A partir de uma investigação do próprio banco, nós chegamos à fraude e às pessoas responsáveis. Estamos fazendo de tudo para coibir e punir desvios no BRB”, disse a governadora do DF, Celina Leão (PP), ao Metrópoles.
Em nota, o BRB confirmou que a operação teve início após as informações terem sido repassadas pelo próprio banco às autoridades competentes, após a identificação de irregularidades em movimentações financeiras e indícios de descumprimento de normas de compliance.
“A investigação do BRB teve início ainda em maio de 2025, evidenciando a atuação proativa e diligente do Banco na identificação e no tratamento de indícios de irregularidades. O banco segue colaborando com as autoridades e adotando todas as providências necessárias para assegurar a conformidade de suas operações e a responsabilização de eventuais envolvidos”, diz.
Movimentação de R$ 15 milhões
A partir da denúncia, os investigadores identificaram movimentações financeiras estimadas em R$ 15 milhões, envolvendo transferências suspeitas entre pessoas físicas e jurídicas, operações com uso intensivo de numerário em espécie e indícios de ocultação patrimonial por meio da aquisição de veículos de alto valor e circulação fracionada de recursos.
A investigação também apura possíveis irregularidades envolvendo operações estruturadas no âmbito da BRB DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários). Foi identificado que um empregado público do BRB, responsável pela intermediação de carteiras de ativos, teria operacionalizado a venda de ativos de três carteiras no valor de mais de R$ 60 milhões.
Em datas subsequentes às operações, ele teria recebido percentual da operação, valor considerado incompatível com os rendimentos formalmente declarados.
Na manhã desta quinta-feira (7/4), policiais civis foram em endereços no Guará, em Águas Claras e no Park Way. No Guará, a operação mira endereços ligados a um contador.














