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Grande Angular

Neoenergia faz demissão em massa: "Pode ocorrer sempre que necessário"

Fim do acordo coletivo que dava estabilidade para empregados da Neoenergia, ex-CEB Distribuição, abriu caminho para desligamentos

11/04/2022 12:29, atualizado 11/04/2022 12:48
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Divulgação/Neoenergia
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A Neoenergia Brasília fez uma demissão em massa nesta segunda-feira (11/4). A empresa comunicou, nesta manhã, o desligamento de 45 funcionários.

Os empregados da Neoenergia Brasília eram servidores públicos e tinham estabilidade antigamente. Em março de 2021, ocorreu a privatização da CEB Distribuição, que virou Neoenergia Brasília.

Desde então, a natureza jurídica do vínculo empregatício mudou. Um acordo coletivo de trabalho mantinha a estabilidade dos funcionários até 31 de março de 2022. Após essa data, a empresa ficou liberada para promover quaisquer demissões.

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Segundo os trabalhadores, a PMDF e a Secretaria de Segurança impediram o uso de carro de som no ato
Funcionários da CEB protestam contra privatização da estatal
Do ponto de vista dos trabalhadores, a privatização não vai melhorar dos serviços para a população e não vai resolver os problemas da estatal
Funcionários da CEB protestam contra privatização da estatal
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Material cedido ao Metrópoles
Segundo os trabalhadores, a PMDF e a Secretaria de Segurança impediram o uso de carro de som no ato
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Funcionários da CEB protestam contra privatização da estatal
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Do ponto de vista dos trabalhadores, a privatização não vai melhorar dos serviços para a população e não vai resolver os problemas da estatal
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O sindicato que representa os trabalhadores, Stiu-DF, enfatizou que os empregados foram pegos de surpresa. “Semana passada, tivemos reunião com a empresa e ela negou que haveria demissões. Hoje, os trabalhadores foram surpreendidos: chegaram para trabalhar e foram escoltados até a saída”, declarou a diretora de Políticas Externas do Stiu-DF, Rosângela Rosa.

Diferentemente do que anunciou a Neoenergia, o Stiu-DF disse que 120 trabalhadores foram demitidos – e não 45, como informou a empresa.

Justificativa

Em nota enviada à coluna, a Neoenergia destacou que “desligamentos são processos que fazem parte do poder diretivo de qualquer empresa e poderão ocorrer sempre que necessário, com a devida atenção às obrigações e aos direitos previstos na legislação trabalhista”.

Sobre as demissões desta segunda-feira, a companhia informou que os 45 empregados desligados representam 1,8% do quadro de funcionários. “Os desligamentos não afetarão as operações da distribuidora, diante do incremento na força de trabalho acima exposta, iniciada desde que a Neoenergia chegou à capital.”

“Importante ressaltar que os referidos desligamentos não ferem o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) assinado entre as partes, que previa estabilidade empregatícia por mais um ano, após a concessão dos serviços de distribuição de energia à Neoenergia”, pontuou. Segundo a empresa, não serão realizados mais desligamentos “similares aos ocorridos nesta segunda-feira”.

A Neoenergia afirmou que 785 novos empregados foram contratados direta e indiretamente, o que representa aumento de 42% na força de trabalho. De acordo com a distribuidora, mais 300 oportunidades de emprego serão ofertadas até o fim de 2022.

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