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Grande Angular

“Nenhum membro do BC fez trabalho para mim”, diz Vorcaro em depoimento à PF.

Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento obtido pelo Metrópoles, que o ex-diretor de Fiscalização do BC nunca fez trabalho para ele

03/09/2026 13:29, atualizado 03/09/2026 13:35
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Depoimento de Vorcaro à PF sobre servidores do BC

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, negou em depoimento à Polícia Federal que o ex-diretor de Fiscalização, Paulo Sérgio Neves de Souza, teria atuado em favor dele no Banco Central.

Vorcaro disse, no depoimento realizado por videconferência no dia 28 de agosto, que conheceu o servidor em 2017, à época que pleiteou a compra do Banco Máxima, antigo nome do Banco Master.

Questionado pelo delegado da PF Albert Paulo Sérvio de Moura se desde então o servidor “faz esse trabalho” para Vorcaro, o banqueiro responde: “O Paulo Sérgio nunca fez trabalho para mim, nenhum membro do Banco Central”.

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“Na realidade, a interação com a supervisão, não somente com o Paulo Sérgio, mas com outros membros, ela é constante, acho que de todos os bancos, acho não, com certeza de todos os bancos, no caso do Banco Máxima, na época era mais intensa por questões da reestruturação”, declarou.

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A oitiva obtida pelo Metrópoles foi realizada no dia 28 de agosto de 2026. Vorcaro deu o depoimento por videoconferência da Papudinha, onde está preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master e suposta atuação de integrantes do BC a favor da instituição financeira. Ele estava acompanhado dos advogados Sérgio Leonardo, Daniel Bialski e Thiago Machado.

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O delegado insiste afirmando que as mensagens de Vorcaro obtidas pela PF são no sentido de pedir informações aos servidores do BC, revisar ofício e passar alguma informação pendente. Vorcaro informou que apresentou “apenas um projeto e um plano de negócios para reestruturar o banco” e passou a discutir isso “com diversas áreas do Banco Central, inclusive a supervisão”.

Vorcaro acrescentou que, na época da pandemia, “começou a ter interação com as equipes do BC e da supervisão para dinamizar e poder evoluir com os pontos que a supervisão apontava que precisavam ser modificados no banco”.

Questionado se Paulo Sérgio o ajudou nos pedidos para assumir como controlador do Banco Máxima para depois se tornar Banco Master, Vorcaro negou.

Belline

Vorcaro afirmou que conheceu o então chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana, na época da pandemia. O banqueiro declarou que chegou a receber Belline e Paulo Sérgio na residência dele em Brasília e em São Paulo para tratar de “pautas relativas ao Banco Master”.

A Polícia Federal apontou que os servidores teriam recebido propina de Vorcaro para beneficiar o Banco Master dentro da instituição financeira.