“Nenhum membro do BC fez trabalho para mim”, diz Vorcaro em depoimento à PF.
Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento obtido pelo Metrópoles, que o ex-diretor de Fiscalização do BC nunca fez trabalho para ele

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, negou em depoimento à Polícia Federal que o ex-diretor de Fiscalização, Paulo Sérgio Neves de Souza, teria atuado em favor dele no Banco Central.
Vorcaro disse, no depoimento realizado por videconferência no dia 28 de agosto, que conheceu o servidor em 2017, à época que pleiteou a compra do Banco Máxima, antigo nome do Banco Master.
Questionado pelo delegado da PF Albert Paulo Sérvio de Moura se desde então o servidor “faz esse trabalho” para Vorcaro, o banqueiro responde: “O Paulo Sérgio nunca fez trabalho para mim, nenhum membro do Banco Central”.

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Frequência de envio: Diário
Ver todas“Na realidade, a interação com a supervisão, não somente com o Paulo Sérgio, mas com outros membros, ela é constante, acho que de todos os bancos, acho não, com certeza de todos os bancos, no caso do Banco Máxima, na época era mais intensa por questões da reestruturação”, declarou.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularA oitiva obtida pelo Metrópoles foi realizada no dia 28 de agosto de 2026. Vorcaro deu o depoimento por videoconferência da Papudinha, onde está preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master e suposta atuação de integrantes do BC a favor da instituição financeira. Ele estava acompanhado dos advogados Sérgio Leonardo, Daniel Bialski e Thiago Machado.
O delegado insiste afirmando que as mensagens de Vorcaro obtidas pela PF são no sentido de pedir informações aos servidores do BC, revisar ofício e passar alguma informação pendente. Vorcaro informou que apresentou “apenas um projeto e um plano de negócios para reestruturar o banco” e passou a discutir isso “com diversas áreas do Banco Central, inclusive a supervisão”.
Vorcaro acrescentou que, na época da pandemia, “começou a ter interação com as equipes do BC e da supervisão para dinamizar e poder evoluir com os pontos que a supervisão apontava que precisavam ser modificados no banco”.
Questionado se Paulo Sérgio o ajudou nos pedidos para assumir como controlador do Banco Máxima para depois se tornar Banco Master, Vorcaro negou.
Belline
Vorcaro afirmou que conheceu o então chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana, na época da pandemia. O banqueiro declarou que chegou a receber Belline e Paulo Sérgio na residência dele em Brasília e em São Paulo para tratar de “pautas relativas ao Banco Master”.
A Polícia Federal apontou que os servidores teriam recebido propina de Vorcaro para beneficiar o Banco Master dentro da instituição financeira.



















