MPF investiga polêmica envolvendo palco gospel no Réveillon do Rio
O MPF apura a realização de shows exclusivamente de cantores evangélicos na Praia do Leme durante o Réveillon 2026

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para apurar possível discriminação cultural e religiosa na realização do Réveillon 2026 no Rio de Janeiro. De acordo com o órgão, a ação teve início após uma notícia de fato denunciar a promoção de shows exclusivamente de cantores evangélicos na Praia do Leme. A situação ficou conhecida como “palco gospel” e gerou diversas críticas ao prefeito Eduardo Paes (PSD) nas redes sociais.
O MPF requisitou à Prefeitura do Rio de Janeiro mais informações sobre os critérios adotados para a definição e a destinação de recursos públicos para eventos culturais realizados nas praias durante o Réveillon.

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Ver todasO prazo para resposta foi fixado até 21 de janeiro de 2026. No mesmo dia, será realizada uma reunião, na sede do MPF, com representantes do poder público, da prefeitura e de entidades da sociedade civil.
Ao instaurar o inquérito, o MPF destacou que o Brasil assumiu, como Estado, compromissos para “promoção da diversidade cultural, visando ao enfrentamento da intolerância e do racismo religioso, a teor da Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância, bem como da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)”.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularA intenção inicial é “ampliar o diálogo entre as instituições e a sociedade, buscar a pacificação social mediante possível autocomposição e verificar o que precisa ser implantado, corrigido ou aprimorado para melhor concretização dos objetivos que garantam a diversidade e a equidade”.











