Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Eleições 2026Grande Angular

Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência. Siga no YouTube

Ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado vai concorrer à Presidência da República pelo PSD

28/07/2026 18:04, atualizado 28/07/2026 18:52

O Metrópoles sabatina, nesta terça-feira (28/7), o candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD). A entrevista, conduzida pelos jornalistas Gabriel Buss e Felipe Salgado, é transmitida pelo canal do Metrópoles no Youtube.

Questionado sobre a possibilidade de anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, Caiado confirmou que o assunto é dos seus projeots. “Eu disse que vou fazer porque quero pacificar o país. Imediatamente vou encaminhar ao Congresso um projeto para que eu, credenciado pela população, eleito, eu vou pacificar o país”.

O candidato ainda frisou que a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está prevista. “Fui o primeiro no Brasil a dizer isso. Conversa minha não tem curva”. Bolsonaro está em prisão domiciliar cumprindo a pena de 27 anos e 3 meses de prisão, por liderar uma trama golpista para tentar manter-se no poder após a derrota eleitoral de 2022.

Receba no seu email as notícias da coluna Grande Angular

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Segurança pública e feminicídios

Ao comentar sobre casos de feminicídio no Brasil, o candidato do PSD defendeu que a responsabilidade “não pode ser repassada apenas para a segurança pública” pois “mais de 70% dos feminicídios ocorrem dentro do domicílio”.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande Angular

Caiado disse que, caso seja eleito, irá, além da pena imposta ao agressor, irá “passar para a mulher todo o patrimônio dele [agressor]”. Segundo o candidato, com essa postura “verá esse crime chegar quase a zero no Brasil”.

“Vou confiscar, vou tomar todos os bens daquele agressor, daquele canalha, covarde, e vou transferir os bens todos dele para aquela mulher agredida. E, se ela foi assassinada, para seus filhos”, frisou.

“Desordem institucional”

Na entrevista, Caiado afirmou que o Brasil vive, hoje, “uma desordem institucional”. “Você não sabe quem é quem. Não tem uma separação dos poderes”, completou. Ao comentar a relação com o Congresso Nacional caso seja eleito, Caiado frisou que “esse assunto será imediatamente colocado na pauta comigo, tão logo eu chegue à Presidência da República”.

O candidato do PSD afirmou que só briga “por aquilo que interessa à população”. “Tenho total liberdade para chegar ao presidente da Câmara, ao presidente do Senado, aos líderes partidários, sentar e conversar com eles a manhã toda. Eu só brigo por aquilo que interessa à população. Não brigo por bobagem”, completou.

Sobre o projeto para a economia do país, Caiado declarou a intenção de “cortar desperdícios, apaziguar os ânimos e cumprir a palavra”.

A prioridade vai ser resgatar o país diante das demandas que a sociedade tem hoje. O orçamento de 2027 já não comporta mais as concessões populistas que o Lula fez nessas últimas horas. Já extrapolou muito. O problema é que o Lula calculou que a explosão do orçamento e de todo esse quadro fiscal do país aconteceria depois de 2027, ou seja, depois da eleição. Só que isso aconteceu antes. O projeto de 2027, na mão do PT, é a Dilma 2: quatro milhões de desempregados, empresas fechando, todo aquele tumulto que nós tivemos“, disse.

Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência - destaque galeria
7 imagens
Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência - imagem 2
Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência - imagem 3
Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência - imagem 4
Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência - imagem 5
Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência - imagem 6
Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência - imagem 1
1 de 7

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência - imagem 2
2 de 7

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência - imagem 3
3 de 7

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência - imagem 4
4 de 7

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência - imagem 5
5 de 7

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência - imagem 6
6 de 7

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência - imagem 7
7 de 7

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

PSD

Caiado governou o estado de Goiás entre 2019 e março deste ano. O PSD oficializou, no último domingo (26/7), a candidatura de Ronaldo Caiado ao Palácio do Planalto, durante convenção nacional realizada em São Paulo.

No evento, a legenda também confirmou o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente, formando uma chapa pura para a disputa ao Palácio do Planalto.

Para Caiado, “o PSD é o partido que tem o maior número de prefeituras no país”. O candidato afirmou que “ninguém pode menoprezar a capacidade do Kassab de articular política. É o partido mais bem estruturado do país”.

Relação com os EUA e o STF

O ex-governador de Goiás defendeu uma restruturação no Itamaraty. ” Eu vou fazer o que um estadista e um homem que tem a postura de um presidente da época deve fazer. Primeiro, eu vou resgatar o Itamaraty. A chancelaria brasileira vai ser algo que sempre deu orgulho para nós, brasileiros. Não vai ser um braço do partido, como é hoje. Hoje, o Itamaraty é um braço do PT, é um apêndice petista”.

“Governar um país não é briga de rua. Você está ali lutando pelo seu povo. E você tem que sentar à mesa de negociação com aquilo que você tem, com aquilo que você pode discutir”, acrescentou.

Sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Caiado comentou que vai “pedir que haja um processo em que o Supremo se restrinja às ações específicas de resguardar a Constituição brasileira e interpretá-la, e não de ingerência sobre qualquer Poder e sobre qualquer decisão que não esteja na alçada dele, que seja prerrogativa do Congresso ou da Presidência da República”.

Eu vou saber conversar com o presidente do Supremo. Vou saber mostrar situações que estão constrangendo e fazendo com que a população não entenda. Ora, o Supremo não está isento de tudo. O Supremo também tem um mecanismo de controle, que é o Senado Federal”, completou.