
Caiado promete passar patrimônio de agressor às vítimas de violência. Siga no YouTube
Ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado vai concorrer à Presidência da República pelo PSD
O Metrópoles sabatina, nesta terça-feira (28/7), o candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD). A entrevista, conduzida pelos jornalistas Gabriel Buss e Felipe Salgado, é transmitida pelo canal do Metrópoles no Youtube.
Questionado sobre a possibilidade de anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, Caiado confirmou que o assunto é dos seus projeots. “Eu disse que vou fazer porque quero pacificar o país. Imediatamente vou encaminhar ao Congresso um projeto para que eu, credenciado pela população, eleito, eu vou pacificar o país”.
O candidato ainda frisou que a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está prevista. “Fui o primeiro no Brasil a dizer isso. Conversa minha não tem curva”. Bolsonaro está em prisão domiciliar cumprindo a pena de 27 anos e 3 meses de prisão, por liderar uma trama golpista para tentar manter-se no poder após a derrota eleitoral de 2022.

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Ver todasSegurança pública e feminicídios
Ao comentar sobre casos de feminicídio no Brasil, o candidato do PSD defendeu que a responsabilidade “não pode ser repassada apenas para a segurança pública” pois “mais de 70% dos feminicídios ocorrem dentro do domicílio”.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularCaiado disse que, caso seja eleito, irá, além da pena imposta ao agressor, irá “passar para a mulher todo o patrimônio dele [agressor]”. Segundo o candidato, com essa postura “verá esse crime chegar quase a zero no Brasil”.
“Vou confiscar, vou tomar todos os bens daquele agressor, daquele canalha, covarde, e vou transferir os bens todos dele para aquela mulher agredida. E, se ela foi assassinada, para seus filhos”, frisou.
“Desordem institucional”
Na entrevista, Caiado afirmou que o Brasil vive, hoje, “uma desordem institucional”. “Você não sabe quem é quem. Não tem uma separação dos poderes”, completou. Ao comentar a relação com o Congresso Nacional caso seja eleito, Caiado frisou que “esse assunto será imediatamente colocado na pauta comigo, tão logo eu chegue à Presidência da República”.
O candidato do PSD afirmou que só briga “por aquilo que interessa à população”. “Tenho total liberdade para chegar ao presidente da Câmara, ao presidente do Senado, aos líderes partidários, sentar e conversar com eles a manhã toda. Eu só brigo por aquilo que interessa à população. Não brigo por bobagem”, completou.
Sobre o projeto para a economia do país, Caiado declarou a intenção de “cortar desperdícios, apaziguar os ânimos e cumprir a palavra”.
“A prioridade vai ser resgatar o país diante das demandas que a sociedade tem hoje. O orçamento de 2027 já não comporta mais as concessões populistas que o Lula fez nessas últimas horas. Já extrapolou muito. O problema é que o Lula calculou que a explosão do orçamento e de todo esse quadro fiscal do país aconteceria depois de 2027, ou seja, depois da eleição. Só que isso aconteceu antes. O projeto de 2027, na mão do PT, é a Dilma 2: quatro milhões de desempregados, empresas fechando, todo aquele tumulto que nós tivemos“, disse.
PSD
Caiado governou o estado de Goiás entre 2019 e março deste ano. O PSD oficializou, no último domingo (26/7), a candidatura de Ronaldo Caiado ao Palácio do Planalto, durante convenção nacional realizada em São Paulo.
No evento, a legenda também confirmou o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente, formando uma chapa pura para a disputa ao Palácio do Planalto.
Para Caiado, “o PSD é o partido que tem o maior número de prefeituras no país”. O candidato afirmou que “ninguém pode menoprezar a capacidade do Kassab de articular política. É o partido mais bem estruturado do país”.
Relação com os EUA e o STF
O ex-governador de Goiás defendeu uma restruturação no Itamaraty. ” Eu vou fazer o que um estadista e um homem que tem a postura de um presidente da época deve fazer. Primeiro, eu vou resgatar o Itamaraty. A chancelaria brasileira vai ser algo que sempre deu orgulho para nós, brasileiros. Não vai ser um braço do partido, como é hoje. Hoje, o Itamaraty é um braço do PT, é um apêndice petista”.
“Governar um país não é briga de rua. Você está ali lutando pelo seu povo. E você tem que sentar à mesa de negociação com aquilo que você tem, com aquilo que você pode discutir”, acrescentou.
Sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Caiado comentou que vai “pedir que haja um processo em que o Supremo se restrinja às ações específicas de resguardar a Constituição brasileira e interpretá-la, e não de ingerência sobre qualquer Poder e sobre qualquer decisão que não esteja na alçada dele, que seja prerrogativa do Congresso ou da Presidência da República”.
“Eu vou saber conversar com o presidente do Supremo. Vou saber mostrar situações que estão constrangendo e fazendo com que a população não entenda. Ora, o Supremo não está isento de tudo. O Supremo também tem um mecanismo de controle, que é o Senado Federal”, completou.
















