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Laudo detalha sofrimento de Genivaldo durante abordagem fatal da PRF

A perícia da Polícia Federal aponta que Genivaldo inalou monóxido de carbono e, em maior quantidade, ácido sulfídrico

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Policiais rodoviarios federais fechando porta de viatura com homem dentro. Há gás saindo do veiculo - Metrópoles
1 de 1 Policiais rodoviarios federais fechando porta de viatura com homem dentro. Há gás saindo do veiculo - Metrópoles - Foto: Reprodução

Uma perícia realizada pela Polícia Federal (PF) a partir de imagens e reconstituição do caso revela o passo a passo da abordagem de três agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que causou a morte de Genivaldo de Jesus Santos, 38 anos, em Umbaúba (SE).

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Paulo Rodolpho Lima Nascimento, policial envolvido na abordagem
William de Barros Noia
Viatura da PRF: Genivaldo morreu por asfixia dentro de veículo
Manifestantes pediram justiça em ato de protesto após morte de homem por asfixia, no Rio
Genivaldo foi morto por policiais em uma "câmara de gás" improvisada
Genivaldo tinha 38 anos e sofria de esquizofrenia
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Genivaldo tinha 38 anos e sofria de esquizofrenia

Arquivo Pessoal
Paulo Rodolpho Lima Nascimento, policial envolvido na abordagem
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Paulo Rodolpho Lima Nascimento, policial envolvido na abordagem

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William de Barros Noia
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William de Barros Noia

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Viatura da PRF: Genivaldo morreu por asfixia dentro de veículo
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Viatura da PRF: Genivaldo morreu por asfixia dentro de veículo

Reprodução/ Polícia Federal
Manifestantes pediram justiça em ato de protesto após morte de homem por asfixia, no Rio
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Manifestantes pediram justiça em ato de protesto após morte de homem por asfixia, no Rio

Aline Massuca/ Metrópoles
Genivaldo foi morto por policiais em uma "câmara de gás" improvisada
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Genivaldo foi morto por policiais em uma "câmara de gás" improvisada

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Moradores protestam contra morte de Genivaldo, ocorrida após abordagem da PRF
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Moradores protestam contra morte de Genivaldo, ocorrida após abordagem da PRF

Reprodução/ Redes sociais
Abordagem da PRF a Genivaldo: sem capacete
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Abordagem da PRF a Genivaldo: sem capacete

Redes sociais/Reprodução

Genivaldo foi abordado enquanto pilotava uma motocicleta na cidade do interior de Sergipe, em 25 de maio de 2022. O policial William de Barros Noia pediu para Genivaldo descer da moto e ele, prontamente, atendeu a solicitação. Filmagens feitas por populares mostram que, mesmo assim, o homem foi atingido por spray de pimenta no rosto.

Segundo a perícia, revelada pelo Fantástico neste domingo (9/10), um outro integrante da PRF, Kleber Nascimento Freitas, jogou o spray contra Genivaldo ao menos cinco vezes.

Dois policiais pressionaram o rosto e o pescoço de Genivaldo contra o chão. Depois, o jogaram no porta-malas da viatura da PRF, mas Genivaldo tentou impedir que os policiais fechassem a porta. O policial Paulo Rodolpho Lima Nascimento, então, jogou uma bomba de gás lacrimogênio dentro do local. Paulo Rodolpho e William Noia pressionaram a porta, prolongando o efeito do gás.

A PF fez a reconstituição da cena e concluiu que houve a liberação de gases tóxicos, como monóxido de carbono e, em maior quantidade, de ácido sulfídrico. Esses gases são capazes de provocar convulsões e incapacidade de respirar.

Segundo a perícia, o esforço físico e o estresse da abordagem resultaram em respiração acelerada, o que pode ter intensificado ainda mais os efeitos dos gases, levando Genivaldo a ter um colapso de pulmão. A causa da morte foi asfixia.

A vítima tinha esquizofrenia e fazia tratamento. Laudo toxicológico feito após a morte apontou a presença do medicamento que Genivaldo usava continuamente. Não havia no organismo do homem sinais de droga ou de bebida alcoólica. A perícia da PF apontou que Genivaldo não estava em surto no momento da abordagem.

Indiciamento

A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre a morte de Genivaldo e os policiais envolvidos na ação foram indiciados por abuso de autoridade e homicídio qualificado (asfixia e sem possibilitar meios de defesa).

Durante a investigação, a PF ouviu testemunhas, investigados, realizou perícias e laudos. Em 26 de setembro, o resultado do inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Federal, que vai analisar as providências em relação aos envolvidos.

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