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Justiça mantém prisão de Vorcaro, dono do Master

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso na Operação Compliance Zero, na terça-feira (18/11)

atualizado

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Foto colorida de tronco de homem pardo e com barba. Ele usa uma blusa branca e um blazer cinza - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de tronco de homem pardo e com barba. Ele usa uma blusa branca e um blazer cinza - Metrópoles - Foto: Reprodução

A Justiça Federal manteve a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A defesa havia pedido a revogação da prisão preventiva em habeas corpus apresentado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

A desembargadora federal Solange Salgado da Silva negou o pedido de liberdade feito pelos advogados de Vorcaro.

Em seu despacho publicado nesta quinta-feira (20/11), a desembargadora disse que “há fortes indícios de que a organização criminosa se manteve em plena atividade, sendo a prisão necessária para cessar a continuidade delitiva”.

Ainda de acordo com a magistrada, “a complexidade do esquema, com o fornecimento de ‘informações inverídicas’ e a criação de ‘falsa narrativa’ ao Banco Central são indicativos do comportamento obstrutivo e da sofisticação da fraude que, somados ao amplo poder econômico do paciente, configuram um risco atual à ordem pública e à ordem econômica”.

As investigações apontam fraude de R$ 12 bilhões envolvendo a instituição financeira, que foi alvo de liquidação extrajudicial.

A defesa sustentou não haver, na decisão de prisão, a indicação de fatos concretos e individualizados que demonstrem risco atual atribuído a cada investigado. Os advogados apontaram, ainda, que o afastamento das funções seria suficiente para resguardar o risco alegado pelos investigadores.

O Banco de Brasília (BRB) tentou comprar o Master, em operação avaliada em R$ 2 bilhões. O negócio, contudo, foi barrado pelo Banco Central, em setembro deste ano. Segundo os advogados de Vorcaro, após a negativa, o Master apresentou ações de reorganização e cumpria os compromissos firmados. Apontam, também, que não há procedimento acusatório no Banco Central contra a instituição.

Vorcaro foi preso na noite de segunda-feira (17/11), quando tentava embarcar no jato particular, no Aeroporto de Guarulhos. A Polícia Federal indica risco de fuga para Malta, enquanto a defesa alega que ele viajaria para Dubai a fim de captar novos investidores para a instituição, em negócio que foi comunicado ao Banco Central.

Horas antes da prisão de Vorcaro, em São Paulo, a Fictor Holding anunciou a compra do banco.

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