Justiça manda GDF distribuir água e alimento fresco para moradores de rua
O juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública do DF atendeu parcialmente pedido das Defensoria Pública local e da União

A 3ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal determinou que, dentro de cinco dias, o Executivo local organize a distribuição urgente de água potável e alimentação fresca para a população em situação de rua. Isso deve ser feito por meio da apresentação de plano estratégico,
O juiz Jansen Fialho atendeu parcialmente a pedido da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) e da Defensoria Pública da União (DPU), no âmbito de ação civil pública, e expediu a decisão interlocutória nessa sexta-feira (9/10).
O GDF deve atender a esse grupo vulnerável em locais com notória circulação de pessoas e fora dos pontos de referência de assistência social.

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Ver todasAntes de entrarem na Justiça, os órgãos recomendaram, no dia 6 de outubro, a distribuição da água e dos alimentos frescos por causa da onda de calor classificada como um grande perigo.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularO magistrado destacou que as pessoas em situação de rua “estão sujeitas a estados precários de segurança, higiene e alimentação, o que torna imprescindível a adoção urgente de medidas que busquem proteger seus direitos humanos fundamentais e impedir que essa condição de vulnerabilidade seja agravada”.
“No caso em tela, a condição climática preocupante no Distrito Federal, em razão das altas temperaturas e da baixa umidade relativa do ar, conforme noticiado pelos veículos oficiais de comunicação, somada à situação emergencial e calamitosa declarada pelo Poder Executivo Federal e pelo senhor governador do Distrito Federal, em virtude da pandemia da Covid-19, demonstram a existência de iminente risco à saúde pública, especialmente em relação aos grupos mais vulneráveis, como é o caso da população em situação de rua”, assinalou o juiz.
Confira, na íntegra, a decisão:
Justiça Determina Que GDF D… by Metropoles
Defensor público do DF, do Núcleo de Assistência Jurídica dos Direitos Humanos, Ronan Figueiredo disse que a maior preocupação ocorreu na semana passada, quando as temperaturas estavam mais altas, mas o assunto ainda precisa ser discutido.
“De fato, as pessoas não tiveram acesso à água. O fato é que seca tem todo ano e a onda de calor, daqui para frente, vai ter sempre, e talvez mais intensa. Esse processo é uma boa iniciativa para a gente começar a discutir de forma perene a distribuição de água e alimentos frescos à população que não tem como caminhar toda hora aos Centros POP para ter acesso”, pontuou.
O outro lado
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e a Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) informaram que não foram notificadas da decisão.















