Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Grande Angular

Justiça condena Laerte Bessa a indenizar porteiro em R$ 20 mil por agressões

O deputado federal foi flagrado por câmeras chutando o porteiro do condomínio, em Águas Claras. Ele também ameaçou o funcionário

08/09/2021 19:29
Antônio Cruz/Agência Brasil
Justiça condena Laerte Bessa a indenizar porteiro em R$ 20 mil por agressões

A 1ª Vara Cível de Águas Claras condenou o deputado federal Laerte Bessa (PL-DF) a pagar R$ 20 mil em indenização por danos morais ao porteiro do condomínio onde mora por agredi-lo fisicamente e verbalmente.

Vídeos obtidos pela coluna Grande Angular mostram o momento em que Bessa se descontrola, agride Daniel Clécio Cardoso de Oliveira e o ameaça, dizendo que iria “dar um tiro na cara” do porteiro.

Veja as imagens:

Bessa, que é delegado aposentado e ex-chefe da Polícia Civil do DF, se irritou porque o funcionário do prédio residencial, em Águas Claras, não permitiu a entrada de um motoboy com delivery, em novembro de 2019. O porteiro registrou ocorrência na 21ª Delegacia de Polícia (Pistão Sul).

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande Angular

Receba no seu email as notícias da coluna Grande Angular

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

No processo judicial, o deputado afirmou que o porteiro foi “sarcástico e desafiador ao relatar as normas do condomínio, bem como teria insinuado situação moralmente imprópria sobre sua amiga, aquela que atendera o interfone pela primeira vez”.

O juiz Manuel Eduardo Pedroso Barros destacou que as imagens mostram o momento em que Bessa chuta o porteiro. “Verifica-se que a dinâmica dos fatos se deu conforme narrado na inicial e que o requerido tentou justificar sua conduta em suposta humilhação contra ele praticada pelo autor sem, contudo, fazer prova deste fato”, escreveu.

O magistrado entendeu que as agressões físicas e verbais se mostraram aptas a lesionar a integridade moral e psicológica do autor e violaram a intimidade, honra, vida privada e imagem do porteiro.

“De se destacar que a conduta do réu é ainda mais reprovável pelo fato de ter praticado atos contra funcionário do edifício que apenas estava cumprindo as determinações aprovadas pelos próprios condôminos”, assinalou o juiz.

A coluna não conseguiu contato com o deputado. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.