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TRE condena Jaqueline Roriz por corrupção, mas ela não cumprirá pena. Entenda
Juíza da 1ª Zona Eleitoral de Brasília condenou Jaqueline Roriz por corrupção passiva, mas reconheceu que houve prescrição
atualizado
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A juíza Rejane Zenir Jungbluth Suxberger, da 1ª Zona Eleitoral de Brasília, reconheceu, nessa quarta-feira (29/10), a prescrição dos crimes de Jaqueline Roriz investigados no âmbito da Operação Caixa de Pandora.
A magistrada chegou a condenar a ex-deputada federal a 2 anos de reclusão e 10 dias-multa por corrupção passiva. Porém, declarou extinta a punibilidade em razão da prescrição, considerando o tempo decorrido desde o recebimento da denúncia, em 2014.
A prescrição extingue todos os efeitos penais da condenação. Assim, mesmo com a condenação, não haverá execução da pena e não serão aplicados efeitos secundários, como a suspensão de direitos políticos.
Na sentença, a juíza destacou que as provas reunidas “demonstraram que a acusada recebeu vantagem indevida em razão da função pública que viria a exercer, em troca de apoio político e influência na nomeação de cargos públicos”
A magistrada afastou a tese da defesa de Jaqueline Roriz de que o valor recebido configuraria simples doação de campanha e concluiu que os recursos e benefícios tinham “caráter ilícito, voltado à compra de apoio político”.
“Ficou comprovado que a acusada, antes de assumir o cargo de deputada distrital, recebeu vantagens indevidas, de forma direta e indireta, por intermédio de Durvel Barbosa. Essas vantagens consistiram em numerário em espécie e no fornecimento irregular de bens públicos — rádios Nextel e computadores —, além da negociação e promessa de cargos na estrutura administrativa. Todas essas condutas visavam à formação e consolidação de base parlamentar de sustentação política em favor de José Roberto Arruda, então Governador do Distrito Federal”, escreveu a juíza na decisão.
Caixa de Pandora
Segundo o processo, Jaqueline Roriz teria recebido R$ 25 mil do ex-secretário de Assuntos Institucionais do Distrito Federal e delator da Operação Caixa de Pandora, Durval Barbosa.
Na denúncia, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) detalhou que o dinheiro seria destinado para a compra de apoio político para a campanha de José Roberto Arruda, em 2006, que acabou eleito governador do DF.
