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Grande Angular

Impulsionados pela Covid-19, óbitos de maçons no DF dobram em 2020

A média anual de mortes de integrantes da sociedade secreta no Distrito Federal era 12. No ano passado, o número subiu para 25

Lilian Tahan, Isadora Teixeira02/03/2021 12:38, atualizado 02/03/2021 12:52
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Reprodução/Facebook
Fachada do Grande Oriente do Distrito Federal (GODF)

Doença que tirou a vida de 4.259 pessoas no Distrito Federal em 2020, a Covid-19 também teve impacto na maçonaria. A quantidade de maçons que faleceram mais que dobrou, saindo da média anual de 12 e alcançando a marca de 25 em 2020. A maioria das mortes dos integrantes brasilienses da sociedade secreta ocorreu em decorrência do novo coronavírus.

No ano passado, o quadro de associados do Grande Oriente do DF (GODF) caiu não apenas em razão dos falecimentos, mas também em função da crise sanitária e econômica que levou maçons a deixarem as lojas.

Nos bastidores, membros do grupo acreditam que a debandada ocorreu por dois motivos. O primeiro é que, diante da pandemia, muitas lojas suspenderam as sessões. O outro fator apontado é a dificuldade financeira. Ter dinheiro é um requisito para participar da sociedade secreta, descrito expressamente pela Grande Ordem do Brasil (GOB), em seu site oficial: “Quando alguém se candidata a ingressar na maçonaria, é verificado em sindicância se dispõe de ganhos pecuniários que permitam cumprir os compromissos maçônicos, sem sacrificar a família”.

A sociedade secreta conta com nomes de peso da política nacional e brasiliense. E os assuntos relacionados ao cenário atual não fogem das rodas de conversa dos integrantes da maçonaria. Alguns defendem o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o negacionismo em relação à pandemia, que chegou a ser chamada de “fraudemia”.

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