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Grande Angular

Homem que matou dentista com tiros à queima-roupa vai a júri popular

Um júri popular vai julgar Osmar Sousa pelo feminicídio de Thais Campos, morta na porta de casa em junho de 2021. Sousa continua preso

Isadora Teixeira24/05/2022 12:18, atualizado 25/05/2022 10:06
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Reprodução/Instagram
A vítima é a cirurgiã-dentista Thais da Silva Campos

A Justiça do Distrito Federal decidiu que Osmar de Sousa Silva vai ser julgado por um júri popular pelo feminicídio da cirurgiã-dentista Thais da Silva Campos, que tinha 27 anos.

Veja imagens do crime:

Homem que matou dentista com tiros à queima-roupa vai a júri popular - destaque galeria
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A vítima foi alvo de pelo menos três disparos
O assassino fugiu em um carro branco
Homem mata mulher a tiros no DF
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Homem mata mulher a tiros no DF

Reprodução
A vítima foi alvo de pelo menos três disparos
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A vítima foi alvo de pelo menos três disparos

Material cedido ao Metrópoles
O assassino fugiu em um carro branco
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O assassino fugiu em um carro branco

Material cedido ao Metrópoles

O crime que chocou o DF ocorreu há quase um ano, em Sobradinho. Na noite de 20 de junho de 2021, Thais foi morta com tiros à queima-roupa na porta de casa. Um dos disparos atingiu o rosto da mulher, que morreu no local. O feminicídio foi gravado por câmeras de segurança.

Thais era servidora da Secretaria de Saúde desde 2013. A dentista ingressou na pasta como técnica de higiene dental e estava lotada na Unidade Básica de Saúde 3, da Fercal.

Segundo as investigações, Silva matou Thais por não aceitar o fim do relacionamento que eles tiveram por aproximadamente quatro anos. O casal tem uma filha.

Osmar Silva confessa feminicídio de Thais Campos: ele comprou arma há meses

O juiz Guilherme Marra Toledo, do Tribunal do Júri de Sobradinho, decidiu que Silva será julgado pelos crimes de feminicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e de forma que dificultou a defesa da vítima.

O assassino também responderá pelo crime de posse e porte ilegal de arma de fogo. A sentença foi publicada nesta terça-feira (24/5).

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Andreia da Silva Campos, mãe de Thais, conta que ela e a filha eram muito amigas
Thais e o padrasto no aniversário de Andreia, dia 12 de junho
Osmar de Sousa Silva
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Osmar de Sousa Silva

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Andreia da Silva Campos, mãe de Thais, conta que ela e a filha eram muito amigas
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Andreia da Silva Campos, mãe de Thais, conta que ela e a filha eram muito amigas

Imagens cedidas ao Metrópoles
Thais e o padrasto no aniversário de Andreia, dia 12 de junho
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Thais e o padrasto no aniversário de Andreia, dia 12 de junho

Imagens cedidas ao Metrópoles

Além de pronunciar o réu, Toledo manteve a prisão preventiva de Silva. Ele está detido desde 21 de junho do ano passado. “O sofrimento exacerbado das vítimas indiretas do crime – de ter de se despedir do entre querido com o rosto desfigurado por conta dos disparos efetuados à curta distância da face da ex-mulher – também indica, ao menos em tese, a intenção do réu de depreciar moralmente ainda mais a vítima, impingindo sofrimento intenso aos familiares da ofendida”, escreveu o juiz.

Motivação

Testemunhas contaram à polícia que Thais se separou de Silva porque descobriu que ele a traía com prostitutas. De acordo com as investigações, Silva pedia para retomar o relacionamento e, por diversas vezes, ameaçou matar Thais e a filha do casal. À época do assassinato da mãe, a criança tinha 2 anos.

Porém, a dentista não denunciou o ex porque ele dizia que isso poderia atrapalhá-lo a conseguir um emprego em Portugal.

O criminoso confessou o crime, mas disse que a motivação do feminicídio era financeira, porque ficou com dívidas após a separação. Ele afirmou que comprou a arma em uma feira de Ceilândia, por R$ 5,6 mil.

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