"Gigante na defesa da liberdade": morre o jurista José Gerardo Grossi
Conhecido como um dos maiores criminalistas do país, o advogado faleceu, aos 85 anos, na manhã desta quarta-feira (9/5), em Brasília

Reconhecido como um dos maiores criminalistas do país, José Gerardo Grossi morreu na manhã desta quarta-feira (9/5), aos 85 anos, em Brasília. A carteira de clientes do advogado era extensa e ia de nomes como o do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz até o do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.
Em Brasília desde o início da carreira, Grossi foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), professor da Universidade de Brasília (UnB) e conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A última atuação do jurista no TSE foi em abril deste ano. Ao lado de Sepúlveda Pertence e José Roberto Batochio, Grossi defendeu o direito ao habeas corpus.

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Ver todasO governador Rodrigo Rollemberg divulgou nota de pesar. No texto, ele lembrou que conheceu Grossi “nos embates políticos, na luta pela redemocratização e nas lides dos tribunais” e escreveu: “Brasiliense por adoção, Grossi sempre se destacou pela maneira correta, direta, mas fervorosa, na defesa de seus clientes e, principalmente, das boas teses jurídicas. É uma grande figura do meio jurídico brasiliense e nacional e deixará uma postura exemplar no meio jurídico e da cidade”.
Rollemberg encerra o texto afirmando que “neste momento meu sentimento é de pesar e as orações para a família e amigos que perderam o convívio com Grossi”.
Profundo conhecedor dos bastidores da política, o jurista trabalhou para políticos de diferentes correntes ideológicas. Ajudou Lula em ações de direito eleitoral e advogou para dois ex-governadores do DF: Roriz e Arruda.
Grossi provocou polêmica ao contratar o ex-ministro petista José Dirceu, logo após ele deixar a prisão por ter sido condenado no Mensalão.
O velório está marcado para esta quinta (10), às 9h, no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília.





