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Grande Angular

Ford é condenada por vender Focus com câmbio que coloca vidas em risco

O cliente processou a fabricante por problemas no câmbito Powershift. Os defeitos apareceram a partir de dois meses após a compra

10/01/2022 12:54, atualizado 10/01/2022 16:18
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Reprodução
Carro

A Ford foi condenada pela 13ª Vara Cível de Brasília, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) a indenizar um cliente que comprou um Focus que tinha o câmbio Powershift com defeito.

Ford é condenada por vender Focus com câmbio que coloca vidas em risco - destaque galeria
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O carro apresentava constantes problemas no câmbito
O câmbio Powershift, da Ford, é alvo de reclamação mundial
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios condenou a Ford a ressarcir um cliente de Brasília que comprou Ford Focus com defeito
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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios condenou a Ford a ressarcir um cliente de Brasília que comprou Ford Focus com defeito

Divulgação/Ford
O carro apresentava constantes problemas no câmbito
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O câmbio Powershift, da Ford, é alvo de reclamação mundial
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O câmbio Powershift, da Ford, é alvo de reclamação mundial

Divulgação/Ford

Em 2015, o homem adquiriu o Ford Focus Hatch zero quilômetro por R$ 78,8 mil. Após dois meses de uso, o veículo começou a apresentar problemas como trepidação em retomadas de marcha, baixa rotação, superaquecimento e desgaste precoce da embreagem dupla. À Justiça, ele alegou que foi à concessionária mais de 10 vezes, mas o problema não foi resolvido.

Problemas com o câmbio automatizado Poweshift em carros da Ford são relatados mundialmente. Em Brasília, o laudo pericial incluído nos autos do processo judicial diz que “o veículo se enquadra nos modelos que participam do programa de extensão de garantia da Ford, os quais têm histórico conhecido no mercado com problemas no câmbio Powershift”.

O perito afirmou que existe possibilidade de o câmbio colocar em risco a vida dos passageiros, em razão do desgaste precoce causado nos componentes do sistema de transmissão.

A juíza Vanessa Maria Trevisan entendeu que ficou demonstrada o vício de fabricação. A magistrada condenou a empresa a restituir R$ 77,9 mil corrigidos e R$ 10 mil por danos morais. A sentença foi publicada nesta segunda-feira (10/1).

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