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“Fez o que pôde”, diz advogado de ex-secretária da SSP-DF sobre o 8/1

Marília Alencar é acusada pela PGR de participar de uma organização criminosa para manter Bolsonaro no Poder

atualizado

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga, a partir desta terça-feira (8/12), os réus do núcleo 2 da trama golpista, acusados de cuidar do gerenciamento das ações da organização criminosa que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.
1 de 1 A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga, a partir desta terça-feira (8/12), os réus do núcleo 2 da trama golpista, acusados de cuidar do gerenciamento das ações da organização criminosa que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O advogado Eugênio Aragão, responsável pela defesa de Marília Alencar, ex-subsecretária da Secretaria de Segurança Público do Distrito Federal (SSP-DF), afirmou que a ex-gestora “fez o que pôde fazer” para conter os atos de 8 de Janeiro e negou que ela tenha participado de uma trama para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

Antes de integrar a cúpula da SSP no DF, Marília era diretora de Inteligência do Ministério da Justiça durante a gestão de Anderson Torres e também é acusada de, em 2022, ter sido uma das responsáveis por articular a organização de blitze pelo país para evitar que eleitores do então candidato Lula da Silva (PT) conseguissem votar no segundo turno.

Aragão fez a sustentação oral pela defesa de Marília na tarde desta terça-feira (9/12), na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a ex-gestora “era uma pessoa que coordenava inteligência. A atividade dela era de assessoramento — não era uma atividade operacional”.

“Ela não tinha poder nem sobre Silvinei Vasques [então diretor-geral da PRF], nem sobre o diretor-geral da Polícia Federal, para dizer o que fazer”, frisou o advogado. Ele ainda defendeu que Marília, a todo momento, “agiu como delegada de polícia”.

Em relação ao 8 de Janeiro, o advogado afirmou que o ambiente profissional naquele momento “não era favorável a que pessoas agissem com um discurso que destoasse do governo”.

Marília faz parte do núcleo 2 da trama golpista.

Os réus do julgamento são: Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro que acompanha o julgamento desta terça no STF; Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal e ex-secretário-adjunto da Secretaria de Segurança Pública do DF; Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro; Mário Fernandes, general da reserva do Exército; Marília Ferreira de Alencar, delegada da Polícia Federal e ex-subsecretária de Segurança Pública do Distrito Federal; e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF.

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