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Ex-presidente do BRB diz que “fatos internos” do Master “não eram passíveis de verificação prévia” 

A defesa do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa divulgou nota após repercussão da segunda fase da Operação Compliance Zero

atualizado

metropoles.com

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Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB Metrópoles
1 de 1 Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB Metrópoles - Foto: Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto

Ao acompanhar as repercussões da segunda fase da Operação Compliance Zero, a defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa manifestou-se por meio de nota. O advogado Cleber Lopes diz, no comunicado desta quinta-feira (15/1), que “reafirma que a conduta de Paulo Henrique Costa esteve estritamente adstrita às atribuições legais do cargo então exercido e aos limites objetivos de informação disponíveis, confiando que a apuração técnica demonstrará a correção de sua atuação”.

Paulo Henrique Costa foi afastado do cargo de presidente durante a primeira fase da investigação sobre os negócios do BRB com o Banco Master, em novembro de 2025, mas não é alvo dos mandados cumpridos nessa quarta-feira (14/1).

Em nota, a defesa do ex-presidente do BRB declarou que “os elementos atualmente divulgados, notadamente aqueles decorrentes de investigações posteriores e de fatos internos da contraparte, extrapolam os limites objetivos de conhecimento disponíveis naquele momento, não sendo passíveis de acesso ou verificação prévia por quem não integrava sua estrutura interna”. O advogado refere-se ao Banco Master, que foi novamente alvo da operação policial.

Veja a nota na íntegra:

Nota da Defesa – Paulo Henrique Costa

Em complemento às manifestações anteriormente prestadas, a defesa de Paulo Henrique Costa esclarece que as informações recentemente veiculadas na imprensa, relacionadas à segunda fase da Operação Compliance Zero, decorrem de elementos colhidos em sede investigativa, muitos deles submetidos a sigilo, não acessíveis à época dos fatos sob apuração.

A atuação de Paulo Henrique Costa deu-se no exercício regular de suas atribuições, com fundamento nas informações então disponibilizadas, nos documentos formalmente apresentados e nas análises técnicas realizadas no âmbito dos ritos institucionais competentes. No curso dessas análises, operações que suscitaram dúvidas quanto à sua regularidade foram objeto de questionamentos técnicos e, quando assim indicado, não foram realizadas.

Os elementos atualmente divulgados, notadamente aqueles decorrentes de investigações posteriores e de fatos internos da contraparte, extrapolam os limites objetivos de conhecimento disponíveis naquele momento, não sendo passíveis de acesso ou verificação prévia por quem não integrava sua estrutura interna.

A defesa reafirma que a conduta de Paulo Henrique Costa esteve estritamente adstrita às atribuições legais do cargo então exercido e aos limites objetivos de informação disponíveis, confiando que a apuração técnica demonstrará a correção de sua atuação.

Brasília, 15 de janeiro de 2026.

Cleber Lopes de Oliveira
OAB-DF 15068

A Operação Compliance Zero investiga a compra de carteiras de crédito supostamente falsas do Banco Master pelo BRB, no valor de R$ 12 bilhões.

A segunda fase do trabalho policial avançou para a ligação do Banco Master com fundos de investimento. Além das apreensões, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

A operação apura crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

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