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Grande Angular

Escravidão moderna: trabalhadores ficavam em curral sem banheiro no DF

Dois homens foram resgatados de um trabalho análogo à escravidão, em fazenda de eucalipto localizada em São Sebastião (DF)

Isadora Teixeira03/06/2022 16:18, atualizado 06/06/2022 18:11
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Fotografia colorida de curral desativado
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Os trabalhadores estava em situação degradante
Eles dormiam em antigo curral
O empregador não fornecia roupa de cama e itens de higiene pessoal
Os homens tinham de tomar banho com auxílio de balde de água fria e vasilhas
A fazenda de eucalipto fica em São Sebastião, no DF
Escravidão moderna trabalhadores ficavam em curral sem banheiro no DF
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Os trabalhadores estava em situação degradante
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Os trabalhadores estava em situação degradante

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Eles dormiam em antigo curral
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Eles dormiam em antigo curral

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O empregador não fornecia roupa de cama e itens de higiene pessoal
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O empregador não fornecia roupa de cama e itens de higiene pessoal

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Os homens tinham de tomar banho com auxílio de balde de água fria e vasilhas
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Os homens tinham de tomar banho com auxílio de balde de água fria e vasilhas

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A fazenda de eucalipto fica em São Sebastião, no DF
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A fazenda de eucalipto fica em São Sebastião, no DF

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Os trabalhadores foram resgatados em operação
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Os trabalhadores foram resgatados em operação

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Dois trabalhadores foram resgatados de uma fazenda de eucalipto em São Sebastião, no Distrito Federal, em situação análoga à escravidão.

Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), os homens moravam em um curral desativado, sem banheiro, energia elétrica e água potável.

O empregador não fornecia roupas de cama ou produtos de higiene pessoal. Os trabalhadores tinham de tomar banho com uma bacia de água fria e com auxílio de pequenas vasilhas. As necessidades fisiológicas eram feitas no mato.

A operação, que começou no último domingo (29/5), contou com atuação de equipes do MPT, Ministério do Trabalho e Previdência, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e a Defensoria Pública da União. O relatório de inspeção do MPT foi finalizado na quinta-feira (2/6).

O procurador do Trabalho Tiago Cabral disse que os cavalos da fazenda tinham um lugar melhor parar dormir do que os empregados.

“A atividade de carregamento e descarregamento de caminhões com toras de madeira por si só já é bastante extenuante e penosa e, ainda assim, ter de executar a limpeza do ‘alojamento’ contribui para o adoecimento e degradância a que estão submetidos os trabalhadores”, disse.

O MPT e a Defensoria Pública da União fecharam um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o responsável pela fazenda. Ele se comprometeu a cumprir a legislação e cessar as práticas criminosas. O homem também pagou as verbas trabalhistas rescisórias e indenização de R$ 10 mil para cada empregado.

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