Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Grande Angular

Em ofício a Moraes, 44 parlamentares pedem para visitar coronel Naime

Coronel da Polícia Militar do Distrito Federal Jorge Eduardo Naime Barreto foi preso em 7 de fevereiro por suspeita de omissão em 8/1/2023

09/08/2023 12:39, atualizado 09/08/2023 12:42
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Coronel Jorge Eduardo Naime limpa lágrimas na CPI

Senadores e deputados federais pediram ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorização para visitar o coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Jorge Eduardo Naime Barreto.

O ofício, assinado por 44 parlamentares, foi protocolado no STF na noite dessa terça-feira (8/8). O documento afirma que a visita tem objetivo de “prestar auxílio necessário para o bem-estar físico e mental do detento durante seu período de encarceramento”.

Na última segunda-feira (7/8), Naime completou seis meses preso. Ele foi detido em 7 de fevereiro, por suspeita de omissão diante dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

O coronel assumiu a chefia do Departamento de Operações (DOP) da PMDF em abril de 2021. Naime saiu de licença-recompensa dias antes dos atos extremistas e foi substituído pelo coronel Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande Angular

Receba no seu email as notícias da coluna Grande Angular

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O pedido pela visita partiu dos senadores Izalci Lucas (PSDB-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE). Damares Alves (Republicanos-DF), Sergio Moro (União-PR), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) também assinam o ofício enviado a Moraes, além de outros parlamentares.

Senadores conversam no plenário do Senado Federal - Metrópoles
Senador Izalci Lucas (PSDB-DF) colheu assinaturas em pedido para visitar coronel da PMDF preso após atos terroristas de 8/1/2023

Histórico

Naime teve sete pedidos de liberdade negados, por meio de solicitações de revogação da prisão, recursos e habeas-corpus. Ao decidir manter o coronel detido, Moraes argumentou que os requisitos para decretação da prisão preventiva permanecem e que não houve qualquer fato novo que justificasse a revogação.

Sobre o fato de Naime estar em “licença-recompensa” em 8 de janeiro, Moraes destacou, em decisão de 19 de maio de 2023, que “nada se pode concluir por ora, eis que não [estão] esclarecidas as razões para ter usufruído da benesse em momento tão delicado”.

Os advogados de Naime dizem que “não há qualquer elemento de prova que indique a participação dele [nos atos extremistas de 8 de janeiro], muito menos que dê razão à continuidade da segregação [por meio da prisão]”.