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Dono de chácara é indiciado por ajuda a Lázaro: “Impôs obstáculos”

Elmi Caetano Evangelista foi indiciado pela Polícia Civil de Goiás, pelos crimes de favorecimento pessoal e porte ou posse ilegal de arma

atualizado 30/06/2021 17:53

Elmi Caetano Evangelista, acusado de dar guarida a Lázaro BarbosaIgo Estrela/ Metrópoles

A Polícia Civil de Goiás indiciou o chacareiro Elmi Caetano Evangelista, 74 anos, por ajudar Lázaro Barbosa, 32 anos, a se esconder da polícia. O relatório policial foi encaminhado ao Fórum da Comarca de Cocalzinho de Goiás na terça-feira (29/6).

A Subdelegacia de Polícia de Cocalzinho de Goiás o indiciou pelo crime de favorecimento pessoal, caracterizado por “auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime”. A pena é de um ano a seis meses de prisão e multa. Ele também foi indiciado pelo crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Elmi Caetano está preso desde quinta-feira (24/6), após impedir a entrada de policiais em sua propriedade e o seu caseiro afirmar que o foragido estava frequentando o local durante a megaoperação de buscas ao criminoso. Lázaro foi encontrado na última segunda-feira (28/6) e morreu após confronto com a polícia.

Segundo relatório da Subdelegacia de Polícia de Cocalzinho de Goiás, escrito pelo delegado Rafhael Neris Barboza e ao qual a coluna Grande Angular obteve acesso com exclusividade, Elmi Caetano “tentava, a todo custo, atrapalhar as buscas pelo criminoso Lázaro”.

“Não restam dúvidas de que a conduta do conduzido (Elmi Caetano) se amolda aos crimes supramencionados, fato este que se torna ainda mais grave diante da situação em que foi praticado. A força-tarefa montada pela segurança pública estava há dias nas buscas por Lázaro e este produtor rural tentou de todas as formas impor obstáculos à força-tarefa e auxiliar o criminoso. Fato este que põe em dúvida se Elmi não teria auxiliado Lázaro em outras ações e crimes”, assinalou o delegado.

O caseiro de Elmi Caetano, Alain Reis de Santana, não foi indiciado pela polícia. O delegado escreveu que “não restou provado dolo na conduta” de Alain, “nem em apoiar o criminoso, nem em possuir armas (claramente de propriedade de seu patrão, ora indiciado)”. “Salientando ainda o fato de que Alain colaborou o tempo todo com as forças de segurança, ao contrário de seu patrão, que tentava a todo custo atrapalhar as buscas pelo criminoso Lázaro”, pontuou.

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O que diz a defesa do caseiro

Advogado de Alain, Adenilson Santos disse que a decisão da PCGO de não indiciar o caseiro é “correta e justa”: “Desde a audiência de custódia, a nossa argumentação era de que se tratava de um grande mal-entendido. A gente lamenta que tenha sido preso em flagrante e tenha sido feita representação pela prisão preventiva dele pela autoridade policial, e inclusive pelo Ministério Público, inicialmente. A gente lamenta isso, porque demonstra que, em casos midiáticos, injustiças podem acontecer. Mas, no caso aqui, foi esclarecido em período curto de tempo, embora o senhor Alain tenha ficado mais de 24 horas preso, mesmo sem ter cometido crime algum”.

A coluna entrou em contato com o advogado de Elmi Caetano e aguarda o retorno. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

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