Desembargador que declarou ilegal greve da polícia fez defesa rasgada de paralisação no Judiciário
"Sem pressão neste país, nós não conseguiremos absolutamente nada". Essa foi a frase de motivação de Sebastião Coelho aos servidores dos tribunais. O posicionamento defendido na gravação indignou os policias civis

O desembargador Sebastião Coelho da Silva foi quem declarou ilegal, na madrugada desta quinta-feira (4/8), a greve da Polícia Civil por meio de liminar. Ele atendeu a um pedido do Núcleo de Controle da Atividade Policial (NCAP) do Ministério Público do DF e Territórios. A decisão proíbe manifestações nas proximidades do Mané Garrincha e determina que os servidores voltem imediatamente às suas atividades.

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Ver todasDo alto da autoridade do cargo de desembargador, Sebastião Coelho ainda orienta que os funcionários de seu gabinete estavam autorizados a cruzar os braços. “Sou a favor da greve, não sou hipócrita, sou inclusive a favor da greve de juiz, especialmente se tiver algo que tire prerrogativas da magistratura eu sou o primeiro a encabeçar uma greve. Greve pra valer é fechar as portas.”
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularOs policiais, obviamente, acharam esse vídeo que registrava o posicionamento do desembargador e estão indignados com o tratamento diferenciado com a categoria.
Permissão constitucional
Ao Metrópoles, o desembargador, que é presidente da Associação dos Magistrados do Distrito Federal, declarou que a paralisação dos servidores do Judiciário é permitida pela Constituição. “A greve não foi, em nenhum momento declarada, ilegal. Já nos órgãos de segurança, sim”, argumentou. Sebastião Coelho justificou a posição sobre a suspensão do trabalho e a manifestação organizada pelos policiais civis. “O grave disso é que são policiais armados para ir a evento internacional com risco grave de confronto e morte de pessoas inocentes ou até eles mesmos.”





