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Deputado do PT pede prisão de Flávio Bolsonaro a Gonet
Reimont acionou a PGR após reportagem revelar que Flávio pediu repasse a Vorcaro para financiar filme sobre Bolsonaro
atualizado
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O deputado federal Reimont (PT-RJ) apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação em que pede a prisão cautelar do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a apreensão do passaporte do parlamentar.
O pedido foi encaminhado ao PGR, Paulo Gonet, após reportagem do Intercept Brasil revelar que o pré-candidato à Presidência teria solicitado US$ 24 milhões ao então dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar um filme inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Reimont, os fatos “assumem gravidade ainda maior” diante das investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o escândalo do Banco Master. O parlamentar cita notícias públicas sobre possíveis práticas de “lavagem de dinheiro, corrupção, fraudes financeiras e articulações político-econômicas ilícitas”.
O deputado afirma ainda que os elementos divulgados apontam, “em tese”, para possíveis práticas de corrupção passiva, advocacia administrativa, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa.
Na peça encaminhada à PGR, Reimont pede a instauração imediata de investigação criminal, o compartilhamento de provas de apurações relacionadas a Daniel Vorcaro e ao Banco Master, a preservação dos materiais divulgados pela imprensa, além da quebra de sigilos bancário, telefônico e telemático dos envolvidos.
O parlamentar também solicita “apreensão do passaporte como medida cautelar assecuratória da aplicação da lei penal” e “prisão cautelar do senador Flávio Bolsonaro, diante da gravidade concreta dos fatos”.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) também disse que vai pedir, à Polícia Federal, a prisão preventiva de Flávio Bolsonaro.
O outro lado
Flávio Bolsonaro se pronunciou sobre o caso por meio de vídeo, nesta quarta-feira. O senador disse que a conversa com Vorcaro, revelada pelo Intercept, mostra “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai.”
“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, declarou.






