
Deputado distrital mais votado, Max Maciel defende federalização do BRB.
Deputado mais votado da CLDF, Maciel falou sobre transporte, saúde, meio ambiente, periferias e BRB

Reeleito com a maior votação entre os candidatos à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) no domingo (4/10), o deputado distrital Max Maciel (PSol) declarou, em entrevista ao Metrópoles realizada nesta quinta-feira (8/10), as prioridades do seu segundo mandato.
Além do transporte público, Maciel afirmou que pretende abrir novas frentes de atuação parlamentar, com foco nas áreas de saúde e meio ambiente.
Ele também defendeu a federalização do BRB e comentou as chances do candidato do PT, Leandro Grass, na disputa pelo governo do DF.
Maciel foi reeleito com 92.234 votos.
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Maciel afirmou que pretende ampliar a atuação parlamentar para áreas como saúde, cuidados com idosos, arborização e preservação das áreas rurais do DF.
“Saúde pública não é só a reivindicação das pessoas por médicos nas UBSs e nos hospitais. Isso é o básico. Estou falando da rede de cuidados.”
O parlamentar apontou a população idosa entre os grupos que demandam atenção. “Temos mais de 500 mil pessoas idosas no DF. E, agora, essas pessoas estão tendo um problema que é a rede de cuidados. Não há uma vila do idoso para convivência.”
Na área ambiental, Maciel apontou a falta de arborização nas cidades periféricas do DF e relacionou o problema à formação de ilhas de calor.
“Brasília é desproporcionalmente prejudicada no processo de arborização. As cidades periféricas não surgiram no DF de ocupação irregular, são pouquíssimas. A maioria foi realocada com plano urbanístico e desenho arquitetônico, mas a arborização não chegou, criando ilhas de calor no território. Temos que rever isso.”
Ele também defendeu a preservação das áreas rurais e o incentivo à agricultura familiar.
“O campo, em Brasília, está sendo fatiado. Nós vamos ter um problema de abastecimento de alimentação se a gente não preservar o jovem no campo e incentivar a agricultura familiar na sua produção.”
Plano Diretor de Transporte Urbano
Presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da CLDF no primeiro mandato, Maciel afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho sobre o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU), que ainda não chegou à Casa para votação.
“Nós ainda temos que aprovar o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU). Nossa comissão fez o acompanhamento de todas as audiências públicas e de todos os estudos, e ele ainda não foi encaminhado para votação da CLDF”, afirmou.
O parlamentar também falou sobre a implantação da tarifa zero aos domingos, feriados e em datas festivas. Segundo Maciel, a comissão mostrou que os recursos para custear o transporte já estavam disponíveis e atuou para que o governo adotasse a medida.
“Mostramos que a conta do transporte público já estava paga, que a tarifa zero já era uma realidade, e a gente fez o governo implantá-la aos domingos, feriados e em datas festivas.”
BRB
“Só tem uma salvação para o BRB: a federalização. O banco está liquidado”, afirmou Maciel.
Segundo o parlamentar, o banco também perdeu a capacidade de atender pequenos empreendedores. “O BRB perdeu a capacidade de dialogar com a população.”
Maciel defendeu mudanças na estrutura de controle da instituição financeira.
“Temos 5 mil trabalhadores lá dentro. Temos que reestruturar o compliance do BRB. Vai levar mais de 10 anos para o banco se recuperar.”
Chances de Leandro Grass
Ao avaliar a disputa pelo governo do DF, Maciel identificou nos eleitores que não participaram do primeiro turno uma parcela que pode alterar o resultado da eleição. Ele afirmou que a campanha de Leandro Grass (PT) deve buscar essas pessoas e os votos dos candidatos que ficaram fora da segunda etapa.
“Entre abstenção, brancos e nulos, são mais de 500 mil pessoas que não foram votar. É apertado, mas não é impossível virar a eleição.”
Leandro Grass ficou em segundo lugar na disputa pelo governo do DF, com 34,47% dos votos válidos, enquanto Celina Leão terminou o primeiro turno com 49,93%, a 168 votos de vencer.
Para Maciel, o caminho para uma eventual reversão passa por convencer quem não compareceu às urnas.
“O trabalho agora é convencer aqueles que não foram votar. Quem não foi à urna, quem absteve, é porque não estava concordando com a situação. É preciso fazer um chamado às pessoas.”



