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Damares faz campanha com alvo de operação sobre testes superfaturados

A ex-ministra Damares fez agenda política ao lado de Renata D'Aguiar, investigada em operação que apura superfaturamento em compras

23/05/2022 17:31, atualizado 23/05/2022 19:01
Reprodução/Instagram
A ex-ministra Damares com a pré-candidata a deputada distrital, Renata D'Aguiar, ambas posando para foto - Metrópoles

A ex-ministra Damares Alves (Republicanos) saiu às ruas do Distrito Federal no fim de semana para fazer campanha ao lado da ex-diretora do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) Renata Mesquita D’Aguiar, exonerada do cargo após ser alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Falso Negativo, que investiga a compra de testes de Covid-19 superfaturados pela Secretaria de Saúde do DF.

Veja imagens da agenda de Damares e Renata D’Aguiar:

Damares faz campanha com alvo de operação sobre testes superfaturados - destaque galeria
6 imagens
O trio conversou com moradores e comerciantes
Renata D'Aguiar e Damares Alves fazem campanha juntas
Renata é pré-candidata a deputada distrital, enquanto Damares pretende disputar uma vaga no Senado
Renata e Damares fizeram a agenda juntas no domingo, dia 22 de maio
Os três são pré-candidatos a cargos diferentes
Renata D'Aguiar, Damares Alves e Julio Cesar Ribeiro fizeram campanha juntos nas ruas do Paranoá
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Renata D'Aguiar, Damares Alves e Julio Cesar Ribeiro fizeram campanha juntos nas ruas do Paranoá

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O trio conversou com moradores e comerciantes
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O trio conversou com moradores e comerciantes

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Renata D'Aguiar e Damares Alves fazem campanha juntas
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Renata D'Aguiar e Damares Alves fazem campanha juntas

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Renata é pré-candidata a deputada distrital, enquanto Damares pretende disputar uma vaga no Senado
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Renata é pré-candidata a deputada distrital, enquanto Damares pretende disputar uma vaga no Senado

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Renata e Damares fizeram a agenda juntas no domingo, dia 22 de maio
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Renata e Damares fizeram a agenda juntas no domingo, dia 22 de maio

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Os três são pré-candidatos a cargos diferentes
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Os três são pré-candidatos a cargos diferentes

Reprodução/Instagram

Damares, Renata e o deputado federal Julio Cesar Ribeiro (Republicanos) conversaram com comerciantes e moradores da região administrativa do Paranoá. Damares é pré-candidata a senadora, Renata pretende concorrer a deputada distrital e Ribeiro deve disputar a reeleição.

Em março de 2021, durante a 4ª fase da operação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), os investigadores encontraram R$ 280 mil em dinheiro no carro de Renata e do marido, Fábio Gonçalves Campos. Eles são investigados por envolvimento na dispensa de licitação supostamente superfaturada para aquisição de 48 mil testes. No total, a pasta gastou R$ 8,6 milhões. O prejuízo estimado pelo MPDFT é de R$ 5 milhões.

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O processo decorrente da Operação Falso Negativo foi retirado do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) e enviado à Justiça Federal, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O MPDFT entregou a ação para o Ministério Público Federal (MPF) e Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em maio de 2021.

Porém, um ano após a mudança de tribunal, ainda não foi decidido se os investigados vão virar réus e responder judicialmente pelas supostas irregularidades. O caso não foi anulado e segue em tramitação.

Em nota enviada à coluna, Damares Alves disse que “não tinha conhecimento das investigações do Ministério Público”. “Renata D’Aguiar é pré-candidata a deputada distrital pelo Partido Progressistas, e não há condenação na Justiça que a impeça de participar de quaisquer ato político”, afirmou.

“Informa também que em sua caminhada não faz pré-julgamentos de pessoas que têm a sua inocência garantida pela Constituição Federal, já que a legislação estabelece a presunção de inocência para quem não foi considerado culpado em sentença final, contra a qual não caiba mais recurso”, concluiu a nota de Damares.

À coluna, Renata disse que tem “orgulho de dizer que sou ficha limpa e do trabalho que tenho feito nesta pré-campanha”. “Não fui sequer denunciada e a investigação foi considerada incompetente pelo Superior Tribunal de Justiça”, afirmou.