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Cristovam: racha pode levar Cidadania a se unir à extrema-direita

Atual presidente do diretório do Cidadania no Distrito Federal avaliou a atual situação vivida pelo partido

atualizado

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Fábio Vieira/Metrópoles
Cristovam Buarque (Cidadania) concorreu ao cargo de presidente em 2006, pelo PDT
1 de 1 Cristovam Buarque (Cidadania) concorreu ao cargo de presidente em 2006, pelo PDT - Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

Atual presidente do diretório do Cidadania no Distrito Federal, Cristovam Buarque, manifestou preocupação com o futuro do partido após o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) suspender uma autoconvocação para reunião do Diretório Nacional. O partido vive uma discordância interna sobre a presidência.

Buarque afirmou à coluna que o grupo de filiados que defendem a permanência de Roberto Freire na presidência da sigla pretende apoiar e se aproximar da extrema-direita. “Se vencer esse golpe jurídico, o partido irá para o que há de mais radical da direita. Não é essa a ideia nem a tradição do partido. O partido nasceu da família progressista”, avaliou.


Entenda o racha no Cidadania

  • Em 7 de dezembro, o desembargador José Firmo Reis Soub, da 8ª Turma Cível do Distrito Federal, determinou que Roberto Freire, então presidente destituído do Cidadania, retomasse o comando da legenda. O magistrado reconheceu irregularidades em reunião do Diretório Nacional do Cidadania que destituiu o então presidente, em 2023.
  • Comte Bittencourt, que havia assumido a presidência em 2023, sendo sucessor de Freire, não aceitou a decisão. Disse que cabia recurso e foi até o Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi negado pelo ministro Gilmar Mendes em dezembro de 2025.
  • Na terça-feira (13/1), o desembargador Soub proferiu uma nova decisão proibindo uma autoconvocação do diretório nacional. O magistrado entendeu que a autoconvocação emitida após o cumprimento da determinação judicial anterior que colocou Freire de volta no poder “configura afronta”.
  • O magistrado ainda oficiou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que “sejam adotadas as providências administrativas necessárias à retificação do Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (SGIP), fazendo constar Roberto Freire como presidente nacional do Partido Cidadania, a fim de viabilizar o acesso às contas bancárias e o regular funcionamento administrativo da agremiação”.

Cristovam acredita que a participação do partido nas eleições de 2026 estão comprometidas. “Já está atrapalhando as eleições deste ano. O partido deveria estar fazendo a nominata de candidatos e as alianças. Não estamos podendo fazer isso, não temos como compor uma nominata”, afirmou.

“É muito perigoso para a estabilidade não só do nosso partido. Fica a possibilidade de que os partidos sejam controlados de fora para dentro, por grupos com acesso ao Poder Judiciário”, completou Cristovam.

O ex-senador ainda questionou o momento em que o outro grupo passou a questionar a permanência de Comte no comando da sigla. “Foi agora que se explicitou a união com o PSB, o que nos levaria a apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição. Esse grupo não quer essa opção do Cidadania pelo presidente Lula”.

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