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Compra do Master pelo BRB deveria passar pela Câmara, diz presidente da CLDF

Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa vai prestar informações a deputados distritais sobre a compra do Master na segunda-feira (7/4)

atualizado

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Fotos: Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
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O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz (MDB), disse que o processo de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) deveria passar pela aprovação dos deputados distritais.

“Entendo que tem que passar pela Câmara, salvo meu juízo. As nossas assessorias estão se debruçando sobre o assunto. Estamos falando em R$ 2 bilhões que envolvem banco público. Portanto, até para dar conforto maior à proposta, o meu entendimento é que deve passar pelo Poder Legislativo”, afirmou o presidente da CLDF.

Entenda
  • O BRB anunciou a compra do Banco Master, na sexta-feira (28/3).
  • No negócio, o BRB vai adquirir 49% das ações ordinárias, 100% das ações preferenciais e 58% do capital total do Master.
  • Deputados questionam benefícios ao DF, já que o BRB é um banco público.
  • O BRB defende que a compra do Master faz parte da estratégia de transformar o banco em uma instituição nacional, com aumento do pagamento de dividendos ao GDF.
  • O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, dará detalhes da operação aos deputados distritais, em reunião marcada para as 15h de segunda-feira (7/4).

A Câmara convidou o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, a prestar informações sobre a aquisição de 49% das ações ordinárias, 100% das ações preferenciais e 58% do capital total do Master pelo BRB. Com base em um parecer da Procuradoria-Geral do DF, o BRB sustenta que a transação não necessita do aval dos parlamentares. O documento foi enviado aos deputados na última segunda-feira (31/3).

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Paulo Henrique Costa, presidente do BRB
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Paulo Henrique Costa, presidente do BRB

Breno Esaki/Metrópoles
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Reprodução

A operação, avaliada em R$ 2 bilhões, deixou o mercado financeiro em polvorosa desde que foi anunciada, na sexta-feira (28/3). A transação ainda depende de aprovação do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A reunião do presidente do BRB com os deputados distritais está marcada para as 15h de segunda-feira (7/4), na CLDF. O encontro será fechado.

Deputados e senadores de oposição questionam se a compra do Master trará benefício à população do DF e têm dúvidas sobre o risco da operação, já que o BRB é um banco público. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) instaurou inquérito civil para apurar as circunstâncias da aquisição.

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