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Cão Orelha: defesa de adolescente diz que investigação é “frágil e inconsistente”
Os advogados do adolescente envolvido na barbárie ressaltaram que houve “politização do caso” e que não tiveram acesso integral ao inquérito
atualizado
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A defesa de um dos adolescentes apontado como um dos responsáveis pela morte do cão Orelha, em Santa Catarina, se manifestou após a conclusão dos inquéritos, por parte da Polícia Civil (PCSC), nesta terça-feira (3/2).
Em uma nota, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, que representam o jovem, afirmam que ele foi “indevidamente associado ao caso”.
“Informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas”, apontaram.
Os defensores destacaram que houve “politização do caso e a necessidade de apontar culpado a qualquer preço”, fazendo com que a opinião pública fosse inflamada a partir de “investigações frágeis e inconsistentes”.
“(Isso) prejudica a verdade, infringe de forma gravíssima os ritos legais e atinge, violentamente e de forma irreparável, pessoas inocentes”, avaliaram os advogados.
A defesa do adolescente afirmou, ainda, que atua de “forma técnica e responsável” na busca “pela verdade real e pela demonstração da inocência” e protesta contra o fato de, até o momento, ainda não ter tido acesso integral aos autos do inquérito.
Entenda o caso
Orelha foi atacado na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, no Norte da Ilha. De acordo com laudos da Polícia Científica, o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por um chute ou por um objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa. Ele foi resgatado por moradores no dia seguinte e morreu em uma clínica veterinária em decorrência dos ferimentos.
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, nesta terça-feira (3/2), a investigação que apurou a morte do cão comunitário, ocorrida em Florianópolis.
Segundo a corporação, foi montada uma força-tarefa que envolveu diferentes órgãos de segurança do estado. Ao final do inquérito, a polícia representou pela internação do adolescente, além de indiciar três adultos por coação de testemunha.
Para esclarecer o crime, a PCSC analisou mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança, captadas por 14 equipamentos instalados na região. Ao longo da apuração, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes chegaram a ser investigados. As imagens também permitiram identificar as roupas usadas pelo autor no momento do ataque.
