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Grande Angular

Candidato mais rico de 2018 é condenado a pagar gráfica que alegou calote

A 4ª Vara Cível do Distrito Federal condenou o empresário Fernando Marques e o PSD a pagarem R$ 931 mil para gráfica

20/10/2022 12:08, atualizado 20/10/2022 16:35
Hugo Barreto/Metrópoles
Candidato mais rico de 2018 é condenado a pagar gráfica que alegou calote

O empresário Fernando Marques, candidato mais rico do Brasil nas eleições de 2018, foi condenado a pagar uma dívida de R$ 931 mil referente à impressão de material de campanha.

A Coronário Editora Gráfica alegou à Justiça ter sofrido um calote do PSD e de Fernando Marques, que concorreu ao Senado. O PSD era o líder da coligação da qual o empresário fazia parte.

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A 4ª Vara Cível do Distrito Federal determinou que o empresário e o PSD paguem, juntos, R$ 931.128,50. O valor final, porém, será ainda maior, porque deve ser corrigido pela inflação.

O juiz substituto Pedro Matos de Arruda entendeu que houve a contratação da gráfica tanto pelo PSD quanto por Marques, que estava em todo o material publicitário por ser candidato ao Senado à época.

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Marques é dono da farmacêutica União Química. Em 2018, ele declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 667,9 milhões.

O empresário teve 124.904 votos e ficou em nono lugar na disputa pelo Senado. Nas eleições de 2022, ele não concorreu. A esposa de Fernando Marques, Samantha Meyer, foi candidata a deputada federal, mas não se elegeu.

O outro lado

Advogado que representa Fernando Marques, Thomás Rieth, do escritório Paixão Cortês Advogados, disse à coluna Grande Angular que a defesa vai recorrer contra a sentença.

“Há um equívoco grande. Foram feitas duas contratações distintas com a Coronária, uma para o PSD e outra para o Fernando Marques. Todas as notas fiscais referentes aos serviços prestados para Fernando Marques foram quitadas. As demais são referentes a outros candidatos”, afirmou.

Em nota, o PSD-DF informou que irá recorrer da sentença de mérito. “Nos autos, está demonstrada a ausência de qualquer ordem de serviço efetuada pelo partido a justificar a cobrança. Logo, acreditamos na reforma da decisão pelo segundo grau, para afastar qualquer tipo de condenação em face do PSD-DF”, disse.