CAC que matou mulher vai a júri e tem prisão mantida pela Justiça
Bruno Gomes Mares será julgado pelo Tribunal do Júri do Gama pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado e porte ilegal de arma

Acusado de matar a mulher com tiros a queima roupa, Bruno Gomes Mares, 39 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri do Gama, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).
Em sentença publicada nesta quarta-feira (27/9), a juíza de direito Maura de Nazareth pronunciou o réu. Ou seja: Bruno será julgado por um júri popular pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado e porte ilegal de arma de fogo.
“As qualificadoras e a majorante descritas na denúncia devem ser levadas à segunda fase do Tribunal do Júri, ante a presença dos indícios de incidências, sendo certo que não se apresentam manifestamente improcedentes, cabendo ao Conselho de Sentença a efetiva análise”, escreveu a magistrada na sentença.

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Ver todasO assassinato é qualificado por motivo torpe, por recurso que dificultou a defesa da vítima, pelo fato de ter ocorrido no contexto de violência doméstica e familiar (feminicídio), e por ter sido cometido na frente dos filhos da vítima, conforme a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT)
Segundo a sentença, Bruno era colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC) e possuía duas armas de fogo. Ele usou uma das armas para assassinar a enfermeira Patrícia Pereira de Sousa, de 41 anos, no dia 30 de junho de 2023, na casa da vítima, onde estavam a filha dela e o filho do casal, de 15 anos.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularPor volta das 19h30 de 30 de junho, no Setor Leste do Gama, Bruno iniciou discussão com Patrícia. Conforme a denúncia, o relacionamento de 18 anos era marcado por episódios de violência física e psicológica de Bruno contra a esposa.
Ele a acusava insistentemente de manter relacionamentos extraconjugais. O caso foi o 20º feminicídio do DF em 2023.
Bruno fugiu logo após executar a companheira e acabou preso somente no dia 3 de julho. Ele foi encontrado em uma via pública de Luziânia, no Entorno do DF.
Prisão mantida
Na sentença publicada nesta quarta, a juíza Mara de Nazareth também manteve a prisão do acusado.
“Além disso, permanecem os fundamentos da segregação medida cautelar, uma vez que as provas colhidas nos autos indicam a necessidade de se garantir a ordem pública, haja vista a gravidade concreta do delito e os indícios de periculosidade do acusado”, enfatizou a magistrada.
A vítima era enfermeira no pronto-socorro do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Por meio de nota, a diretoria do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF) lamentou a morte da colaboradora.
“Que Deus conforte seus amigos e familiares, e principalmente os filhos, que vivenciaram esse ato de brutalidade. E que a justiça seja feita. Estamos todos consternados e inconformados contra um tipo de violência cuja prevenção e reparação exigem o engajamento de todos os poderes públicos e de toda a sociedade”, finalizou.

















