BRB e Quadra Capital desistem de acordo para venda de ativos
O acordo previa que a Quadra Capital fizesse a gestão de um fundo com objetivo de vender ativos oriundos do Banco Master

O Banco de Brasília (BRB) e a Quadra Capital desistiram do acordo para a criação de um fundo com objetivo de vender os ativos considerados saudáveis que foram adquiridos em operações com o Banco Master.
O Metrópoles apurou que o BRB esperava receber de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões em cota sênior para reforçar a liquidez da instituição financeira ainda em abril, mas nenhum centavo foi repassado ao banco.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, disse que o memorando de entendimento venceu em 6 de julho e não foi renovado. Segundo Souza, o BRB está em negociação com outros players do mercado para vender os ativos separadamente.

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Ver todasEm nota, o BRB afirmou que o fim do acordo com a Quadra Capital “resultou de divergências em relação aos parâmetros econômicos e financeiros considerados adequados pelo banco para a operação”.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande Angular“Diante desse cenário, o BRB optou por conduzir diretamente o processo de gestão e recolocação desses ativos no mercado, estratégia que reforça sua atuação prudente, seu compromisso com a geração de valor e a defesa dos interesses de seus acionistas, clientes e demais públicos de relacionamento”, declarou.
O BRB disse, ainda, que “segue sólido, com adequada posição de liquidez e plena capacidade operacional para executar sua estratégia de negócios. Clientes e mercado podem manter sua confiança na instituição, que permanece focada na sustentabilidade de longo prazo, na segurança de suas operações e na prestação de serviços com excelência”.
Os recursos do negócio com a Quadra Capital entrariam para reforçar a liquidez do BRB, que sofreu prejuízos com compra de carteiras de crédito falsas do Banco Master. Mas o banco também tenta reestruturar o capital – para isso, tenta obter empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com fiança de outros bancos. Um acordo para viabilizar o crédito foi homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux.
Na pior crise da história, as ações do BRB despencaram e chegaram a R$ 2,95 nesta sexta-feira (17/6). Em 2021, os papeis valiam R$ 37,86.





